Esta página é a parte técnica do meu serviço, escrita por inteiro: em que situação eu aplico, em que situação eu encaminho para o médico, o que eu nunca misturo na mesma seringa e o que eu recuso mesmo quando o paciente insiste. Nada aqui é propaganda — é o critério.
Esta é a parte que mais me diferencia, e é também a que mais gente prefere não escrever. Aplicação sem indicação é o que transforma um procedimento seguro em risco desnecessário.
Só aplico com indicação clínica documentada — de preferência sustentada por exame — e com prescrição de profissional habilitado sempre que o item estiver fora do que cabe ao enfermeiro prescrever. Pedido motivado apenas por estética, emagrecimento ou "bem-estar", sem indicação clínica, é recusado.
Na prática isso significa que a maior parte dos ativos exige receita médica. Não é burocracia minha: a resolução que trata da prescrição por enfermeiro se apoia em protocolos de saúde pública, e polivitamínicos injetáveis manipulados não estão nesse rol. Por isso trabalho junto de um médico — ele avalia, pede os exames e prescreve; eu executo a aplicação com a técnica que é minha responsabilidade.
Se você chegar até mim sem exames e sem prescrição, o caminho não é aplicar mesmo assim. É te encaminhar para avaliação.
É o mesmo roteiro em todo atendimento, do primeiro ao último. Ele existe escrito justamente para não depender da minha memória num dia corrido.
Sinais vitais, histórico de alergias, medicamentos em uso e avaliação da rede venosa. É aqui que aparecem as interações que impedem a aplicação — e é por isso que eu pergunto tudo o que você toma, inclusive o que parece irrelevante.
Confiro nome, concentração, validade, integridade da ampola e se o que está prescrito é o que está na minha mão. Divergência entre receita e produto interrompe o atendimento.
Fico com você o tempo inteiro, monitorando sinais de reação. Levo kit de emergência e, se houver intercorrência, o SAMU 192 é acionado imediatamente — não é opção, é protocolo.
Reação adversa raramente avisa antes. Só encerro o atendimento depois do período de observação, com você estável.
Perfurocortantes em caixa rígida e resíduos recolhidos por empresa especializada, conforme a RDC Anvisa 222/2018. Nada de material usado no seu lixo doméstico.
Produto, lote, volume, horário, via e qualquer intercorrência ficam registrados e guardados com sigilo, conforme a LGPD. O registro é seu: pode pedir a qualquer momento.
Boa parte do risco em terapia injetável não está no ativo isolado — está na mistura. Estas são combinações que eu não faço em nenhuma hipótese, e cada uma tem um motivo concreto.
Se você toma antidepressivo — fluoxetina, sertralina, venlafaxina, amitriptilina e semelhantes — ou tramadol, alguns ativos ficam fora de questão sem avaliação médica prévia. A soma pode causar síndrome serotoninérgica, que é grave. Por isso eu insisto na lista completa dos seus medicamentos.
O caso mais conhecido é vitamina C com cobre: o cobre acelera a oxidação do ácido ascórbico e um degrada o outro. Mas a regra é maior que esse par — vitamina e oligoelemento não vão na mesma seringa nem na mesma solução, e cada um se estraga por um motivo diferente: a vitamina C oxida com metal, a tiamina se degrada com sulfito, a riboflavina se perde na luz. Quando estão os dois indicados, vão em momentos e sítios separados.
Vários destes ativos vêm concentrados e exigem diluição antes de entrar — e alguns não admitem certas vias mesmo diluídos. O número que aparece na ampola é a concentração do preparo, não a sua dose e não a sua velocidade de infusão. Quem define as duas coisas é quem prescreve; quem confere antes de aplicar sou eu.
Ele é quelante: liga-se a ferro, magnésio, cálcio, zinco e cobre e inativa os dois lados. Se ambos estão indicados no mesmo dia, ficam separados por algumas horas — nunca no mesmo preparo nem em sequência imediata.
Repor um por muito tempo derruba o outro. Uso continuado dos dois exige acompanhamento laboratorial, não repetição automática.
Alguns ativos potencializam o efeito de medicamentos para diabetes. O risco somado é hipoglicemia — e isso se avalia antes, não depois.
Existem substâncias que aumentam a absorção do que estiver junto delas. Elas aumentam também a toxicidade. Não entram em mistura por conveniência.
Esta é a parte que quase ninguém escreve, e é justamente a que protege você. Enfermeiro tem competência de prescrição, mas ela é estreita e bem delimitada — e nenhum dos ativos desta página cabe dentro dela.
A Lei nº 7.498/1986, art. 11, II, “c”, permite ao enfermeiro prescrever medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. A Resolução Cofen nº 801, de 14 de janeiro de 2026 detalhou como: dentro da consulta de enfermagem, com protocolo aprovado e citado pelo ano, e com receita identificando instituição, registro no Conselho e denominação genérica.
O Anexo II dessa resolução traz o rol de referência, montado a partir de medicamentos incorporados pelo Ministério da Saúde. Ele cobre dez frentes: IST e saúde sexual, contracepção, PEP e PrEP para HIV, saúde da mulher, pré-natal, saúde da criança, tuberculose e hanseníase, diabetes e hipertensão, tabagismo e dengue.
Fora. Nenhuma das dez frentes do rol inclui vitamina, mineral, aminoácido ou antioxidante injetável manipulado. A resolução também não menciona via endovenosa nem intramuscular em momento algum. E a ampliação daquele rol é prerrogativa dos entes federativos — gestores públicos de saúde —, não de um profissional atuando por conta própria.
Some-se a isso que todo ativo desta página é preparação magistral: a RDC Anvisa nº 67/2007 exige que medicamento manipulado seja feito a partir de prescrição de profissional habilitado, para um paciente individualizado. Sem receita, a farmácia não manipula — e não deveria manipular mesmo.
Faço o que é da minha competência e ninguém faz por mim: a consulta de enfermagem — sinais vitais, histórico, alergias, medicamentos em uso, avaliação da rede venosa —, a administração do medicamento com técnica segura, o acompanhamento durante e depois, o descarte correto e o registro em prontuário. Isso é atividade privativa de enfermagem, prevista na mesma Lei 7.498/86.
O que eu não faço é decidir sozinho o que entra na sua veia. Quando você chega sem prescrição, eu encaminho para o médico parceiro: ele avalia, pede os exames e prescreve. Depois disso eu aplico.
O mercado de injetáveis oferece muito mais do que está na relação de ativos, e quem procura não tem como saber o que é sério. Estas substâncias existem, aparecem em protocolos por aí, e todas dependem de avaliação e receita de médico. Não estão listadas aqui como oferta — estão para você reconhecer quando algo estiver sendo oferecido de forma errada.
Piracetam e Phenibut aparecem em protocolos vendidos como "foco", "memória" ou "ansiedade". São substâncias de ação central, de uso restrito, e o próprio material técnico do setor as marca como venda sob prescrição médica. Não são suplemento, e não se decide tomar por conta.
Pentoxifilina atua sobre a circulação e aparece em protocolos vasculares e capilares. Interage com anticoagulantes e exige avaliação de quem conhece o seu quadro cardiovascular.
Desoxicolato de sódio é detergente de membrana celular: ele destrói tecido no local da aplicação. Técnica, volume e indicação são decisão médica, e o material do setor restringe seu uso a conselhos profissionais específicos.
Ácido tranexâmico é usado em manchas de pele, mas sua ação é sobre a coagulação. Em quem tem risco de trombose, isso deixa de ser detalhe estético.
Protocolos para celulite, gordura localizada, alopecia e manchas são escopo diferente do meu, e vários deles são restritos a conselhos profissionais específicos. Se o seu interesse é estético, o caminho é procurar quem tem essa habilitação — não é comigo.
Se alguém te oferecer qualquer uma dessas substâncias sem pedir exame e sem receita de médico, isso não é agilidade — é risco sendo transferido para você. Vale para mim também: se eu aplicasse sem prescrição, você deveria desconfiar de mim.
Recusar faz parte do serviço. Se eu aceitasse tudo o que me pedem, a página inteira acima perderia o sentido.
A lista completa, sem seleção de conveniência. Cada linha traz o que a literatura sustenta — incluindo os casos em que ela sustenta pouco. Publico assim de propósito: quem escolhe o que mostrar, mostra o que convém.
Nenhum ativo desta página é decidido por mim. Todos exigem prescrição de profissional habilitado — médico, ou nutricionista/nutrólogo dentro da competência de cada um, ou o próprio enfermeiro apenas quando o item constar do rol autorizado pela Resolução Cofen nº 801/2026, com protocolo — e são preparados por farmácia de manipulação mediante receita individualizada. O que eu faço é a avaliação de enfermagem e a aplicação com técnica segura — e só depois que alguém habilitado avaliou, pediu exame e prescreveu. A base disso está explicada logo acima, em “o que eu posso e o que eu não posso”.
A dose nunca é padronizada, e por isso ela não está nesta tabela. A coluna de apresentação mostra a concentração da ampola, não a sua dose — ela varia por paciente e estado clínico, e quem define é quem prescreve.
As vias desta tabela são o que a farmácia de manipulação consegue preparar — não são, por si só, indicação aprovada por órgão sanitário. Onde a via aparece com *, eu não localizei medicamento injetável registrado com aquela substância: 30 dos 81. A nota técnica no rodapé da tabela explica o que isso significa e o que perguntar ao médico.
São os órgãos e sistemas onde o ativo age, se acumula, é eliminado ou precisa ser vigiado. Não é lista de benefício: o fígado aparece na vitamina A porque é onde ela se acumula e faz mal em excesso — não porque ela “trate o fígado”. Serve para você e seu médico saberem o que olhar.
Boa parte da literatura destes ativos foi feita com cápsula pela boca, e não com injeção. Onde isso acontece, a coluna diz. Um “B” que veio de 3 g por via oral não é um “B” da ampola — e eu prefiro que você saiba disso por mim do que descubra depois.
| Ativo · apresentação · vias · o que atinge | Para que serve · o que a falta causa | Evidência · por quê · de onde vem | Interação, contraindicação absoluta e fonte |
|---|---|---|---|
| N-Acetilcisteína (NAC)Apresentação: 300 mg/2 mLVias: EV · IMAtinge: Fígado · Pulmões · RinsTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Antídoto em intoxicação por paracetamol; mucolítico; suporte antioxidante em estresse oxidativo; ceratoconjuntivite seca (uso oftálmico). É também precursora direta da glutationa — é assim que age como antídoto. Estudada em transtornos do espectro compulsivo (tricotilomania, escoriação) e em redução de fissura em dependência química, com evidência ainda preliminar e por via ORAL. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Alto (antídoto paracetamol — protocolo consagrado); moderado (mucolítico); baixo/insuficiente para uso rotineiro de 'antioxidante geral' em pessoas saudáveis, já que não é nutriente essencial com síndrome de deficiência.Fonte da evidência: PubMed — Reação anafilactoide fatal à N-acetilcisteína: cautela em asmáticos · PubMed — Fatores de risco de reação anafilactoide à acetilcisteína |
Não usar se: Absolutas: hipersensibilidade ao componente. Relativas: ASMA — e a cautela é maior justamente na via endovenosa, não menor: asmáticos têm cerca de 2,9x mais reação anafilactoide à NAC endovenosa, com broncoespasmo e sibilo em torno de 7% dos casos e ao menos um relato fatal. Em asma instável, avaliação médica antes e infusão lenta.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode interferir em ensaios colorimétricos de salicilatos e cetonúria (informar ao laboratório). Contém sódio (43 mg/ampola).Fonte: PubMed — Reação anafilactoide fatal à N-acetilcisteína: cautela em asmáticos · PubMed — Fatores de risco de reação anafilactoide à acetilcisteína |
| Sulfato de CobreApresentação: 0,5 mg/2 mLVias: EV · ID · IMAtinge: Medula óssea · Sistema nervoso · Pele e cabelo · OssosTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Correção de deficiência documentada de cobre (nutrição parenteral prolongada, cirurgia bariátrica).A falta causa: Anemia refratária a ferro, neutropenia, alterações ósseas, despigmentação de pele/cabelo. |
DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para correção de deficiência comprovada; insuficiente para uso rotineiro em pessoas sem deficiência.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Copper |
Não usar se: Absolutas: Doença de Wilson e outras doenças de sobrecarga de cobre; hipersensibilidade.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Antagonismo com zinco (uso crônico de um reduz absorção/utilização do outro). INCOMPATÍVEL na mesma seringa com Vitamina C (catalisa oxidação/degradação do ácido ascórbico).Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Copper |
| Sulfato de MagnésioApresentação: 10% 5 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Músculos · Coração · Sistema nervoso · RinsTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Correção de hipomagnesemia; relaxamento muscular; uso hospitalar em pré-eclâmpsia/eclâmpsia e torsades de pointes (fora do escopo domiciliar).A falta causa: Fraqueza muscular, tremores, cãibras, arritmias, náusea; em casos graves, convulsões. |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para correção de hipomagnesemia documentada e indicações hospitalares consagradas; menor evidência para uso rotineiro em 'energia/disposição'.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Magnesium |
Não usar se: Absolutas: insuficiência renal, bloqueio atrioventricular, miastenia gravis.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Potencializa bloqueadores neuromusculares e depressores do SNC; associação com bloqueadores de canal de cálcio pode causar hipotensão; antagoniza aminoglicosídeos/quinolonas por via oral próxima no tempo.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Magnesium |
| Sulfato de ZincoApresentação: 20 mg/2 mLVias: EV · ID · IMAtinge: Sistema imune · Pele · Paladar e olfato · PróstataTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Deficiência documentada; suporte à cicatrização; redução de duração de infecções respiratórias em contexto de deficiência.A falta causa: Alopecia, lesões cutâneas periorificiais, diarreia, imunidade reduzida, disgeusia, má cicatrização. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom em contexto de deficiência comprovada; evidência mais fraca para uso geral em pessoas repletas.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Zinc |
Não usar se: Absolutas: hipersensibilidade. Relativas: doença renal (ajuste de dose).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Uso crônico em excesso induz deficiência de cobre (mesmo transportador — metalotioneína); via oral reduz absorção de tetraciclinas e quinolonas (relevância menor via parenteral).Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Zinc |
| Vitamina C (Ácido Ascórbico)Apresentação: 1 g/5 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Pele e tecido conjuntivo · Sistema imune · Rins · HemáciasTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Escorbuto e deficiência documentada; suporte antioxidante; coadjuvante da absorção de ferro.A falta causa: Gengivorragia, petéquias, má cicatrização, fadiga; escorbuto em deficiência grave. |
A–BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Alto para prevenção/tratamento de escorbuto; moderado para suporte antioxidante geral; uso em altas doses EV para outras finalidades (oncológicas, etc.) permanece controverso e fora do escopo deste documento.Fonte da evidência: PMC — Vitamina C em alta dose endovenosa: benefícios e riscos · PMC — Hemólise por vitamina C: revisão da literatura · NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin C |
Não usar se: Absolutas: hipersensibilidade; deficiência de G6PD e nefrolitíase por oxalato (cautela em doses altas — risco de hemólise e formação de oxalato, respectivamente). Em deficiência de G6PD, dose ALTA por via endovenosa NÃO deve ser feita: o risco é hemólise grave, em geral nas primeiras 72 horas, com lesão renal aguda pela deposição de heme nos túbulos. Rastrear G6PD e avaliar função renal ANTES de dose alta.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: INCOMPATÍVEL na mesma seringa/solução com Sulfato de Cobre (o cobre catalisa a oxidação/degradação do ácido ascórbico). Em doses altas, reduz a absorção de cobre. Dose alta por via endovenosa FALSEIA A GLICEMIA de glicosímetro de fita, para mais. Quem usa insulina pode se corrigir por um número que não é real — avise o paciente e confirme em glicemia laboratorial.Fonte: PMC — Vitamina C em alta dose endovenosa: benefícios e riscos · PMC — Hemólise por vitamina C: revisão da literatura · NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin C |
| SelênioApresentação: 80 mcg/2 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Tireoide · Sistema imune · Fígado · CoraçãoTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte à função tireoidiana e defesa antioxidante em contexto de deficiência; tireoidite autoimune com deficiência documentada de selênio.A falta causa: Fadiga, imunidade reduzida; associação histórica com cardiomiopatia (Doença de Keshan) em áreas de solo pobre em selênio. |
B–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para redução de anticorpos anti-TPO em tireoidite autoimune com deficiência; insuficiente para uso rotineiro fora desse contexto.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Selenium |
Não usar se: Absolutas: hipersensibilidade. Relativas: evitar excesso cumulativo (risco de selenose).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar anticoagulantes em doses elevadas; uso com quimioterápicos deve ser avaliado pelo oncologista.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Selenium |
| Metilcobalamina (B12)Apresentação: 2.500 mcg/1 mLVias: EV · IM · SCAtinge: Sistema nervoso · Medula óssea · Nervos periféricosTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Deficiência de B12 (anemia perniciosa, dietas restritivas, uso de metformina/IBP prolongado); suporte neurológico.A falta causa: Anemia macrocítica, glossite, parestesias, alterações cognitivas/neurológicas. |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Alto para correção de deficiência documentada; boa opção em contexto neurológico por dispensar conversão hepática.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B12 · NIH StatPearls — Cyanocobalamin |
Não usar se: Hipersensibilidade ao cobalto/cobalamina.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação relevante com os demais itens desta lista; atenção a não sobrecarregar o mesmo sítio de aplicação com múltiplos volumes.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B12 · NIH StatPearls — Cyanocobalamin |
| Coenzima Q10Apresentação: 100 mg/2 mLVias: IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Coração · Músculos · Mitocôndrias (todos os tecidos)Tipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Citopatias mitocondriais, coadjuvante em insuficiência cardíaca, pacientes sob estatina (uso médico); evidência limitada para 'energia/disposição' em saudáveis.A falta causa: Não é vitamina essencial com síndrome de deficiência clássica — é sintetizada endogenamente; níveis mais baixos em idosos e usuários de estatina. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para as indicações clínicas registradas (com prescrição médica); limitado para uso geral em pessoas saudáveis.Fonte da evidência: NIH StatPearls — Coenzima Q10 · NIH NCCIH — Coenzima Q10 · PMC — Coenzima Q10 · Manual MSD · Infarmed — Definição de Fronteiras entre Medicamentos e Suplementos (CoQ10) |
Não usar se: Hipersensibilidade; cautela em radioterapia oncológica (dados conflitantes sobre eficácia do tratamento).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: REDUZ a resposta à varfarina (risco de sub-anticoagulação); pode interagir com anti-hipertensivos e quimioterápicos. Pode reduzir a glicemia e somar-se a hipoglicemiante ou insulina — monitorar em quem trata diabetes.Fonte: NIH StatPearls — Coenzima Q10 · NIH NCCIH — Coenzima Q10 · PMC — Coenzima Q10 · Manual MSD · Infarmed — Definição de Fronteiras entre Medicamentos e Suplementos (CoQ10) |
| ATP (Adenosina Trifosfato)Apresentação: 20 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Músculos · Coração · Sistema circulatórioTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso investigacional para fadiga/desempenho; sem indicação clínica estabelecida para essa via nesta dose. |
DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Insuficiente/controverso — estudos pequenos, resultados mistos; a alegação de reposição direta de ATP muscular carece de comprovação robusta em humanos.Fonte da evidência: PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) (2) · PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) (3) · PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) |
Não usar se: Cautela em arritmias e asma (adenosina/ATP IV em contexto hospitalar pode induzir broncoespasmo e bloqueio AV transitório).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Dipiridamol potencializa o efeito; metilxantinas (cafeína, teofilina) antagonizam o efeito nos receptores purinérgicos.Fonte: PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) (2) · PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) (3) · PMC — ATP (Adenosina Trifosfato) |
| ProcaínaApresentação: 4% 5 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Sistema nervoso periférico · Coração · Pele (local)Tipo: Medicamento | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Coadjuvante para reduzir dor da injeção intramuscular de outras substâncias — uso atual mais aceito. |
DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Insuficiente para as alegações históricas de disposição/antienvelhecimento; adequado apenas como analgésico local coadjuvante.Fonte da evidência: Anvisa — bulário eletrônico · (procaína). Não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
Não usar se: Absolutas: hipersensibilidade a anestésicos tipo éster/PABA (sulfonamidas, parafenilenodiamina, corantes azo); arritmias e bloqueios de condução; epilepsia não controlada. Relativas: deficiência de pseudocolinesterase (~1/3.000).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: ANTAGONIZA sulfonamidas (o metabólito PABA inibe competitivamente a ação bacteriostática das sulfas); potencializa relaxantes musculares.Fonte: Anvisa — bulário eletrônico · (procaína). Não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
| Picolinato de CromoApresentação: 200 mcg/2 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Pâncreas e metabolismo da glicose · Fígado · RinsTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso investigacional em suporte metabólico/glicêmico; não há indicação clínica consolidada.A falta causa: Deficiência isolada em humanos é extremamente rara e mal caracterizada. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Revisões sistemáticas (Cochrane) mostram efeito pequeno e inconsistente sobre glicemia, peso e composição corporal — sem sustentação para emagrecimento ou controle de compulsão por doces.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Chromium |
Não usar se: Doença renal ou hepática (relatos raros de lesão com doses altas); hipersensibilidade.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar hipoglicemiantes (insulina, sulfonilureias — menos relevante com metformina); reduz absorção de ferro se próximo no tempo.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Chromium |
| Azul de MetilenoApresentação: 1% 5 mLVias: EVAtinge: Sangue (hemoglobina) · Sistema nervoso central · Rins · PeleTipo: Medicamento | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Tratamento de metemoglobinemia; choque vasoplégico refratário (UTI); agente diagnóstico em procedimentos — contextos hospitalares. |
DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Uso clínico estabelecido nas indicações hospitalares acima; evidência preliminar e insuficiente para uso em 'disposição/cognição' fora desse contexto — NÃO respaldado por diretriz clínica para uso domiciliar/estético.Fonte da evidência: PMC — Azul de metileno é um inibidor da monoaminoxidase · FDA — bula de ProvayBlue (azul de metileno) · com o alerta de síndrome serotoninérgica |
Não usar se: Absolutas: deficiência de G6PD (hemólise/metemoglobinemia paradoxal), hipertensão pulmonar, insuficiência renal grave, uso concomitante de serotoninérgicos sem descontinuação prévia.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — ISRS/IRSN, tricíclicos, IMAO, tramadol, opioides (especialmente fentanil) e linezolida: risco de síndrome serotoninérgica grave/fatal. Metaraminol e metildopa: contraindicados (reações hipertensivas graves). O motivo de tudo isto é que o azul de metileno É UM INIBIDOR DA MONOAMINOXIDASE (IMAO), reconhecido como tal pela FDA desde 2011, com casos fatais relatados. Quando a aplicação não pode ser evitada em quem usa serotoninérgico, a orientação é a menor dose possível e observação por 4 horas. Somam-se também as TRIPTANAS de enxaqueca (sumatriptana, zolmitriptana e similares) e a ERVA DE SÃO JOÃO — esta última é vendida sem receita e o paciente muitas vezes não a considera um remédio.Fonte: PMC — Azul de metileno é um inibidor da monoaminoxidase · FDA — bula de ProvayBlue (azul de metileno) · com o alerta de síndrome serotoninérgica |
| 5-HTP (5-Hidroxitriptofano)Apresentação: 4 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso central · Trato gastrointestinal · Válvulas cardíacasTipo: Precursor de neurotransmissor | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte a humor, ansiedade e sono, por elevação da síntese de serotonina — uso com cautela. |
B–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para sintomas leves de humor/ansiedade/sono (estudos pequenos e heterogêneos); insuficiente especificamente para a via injetável.Fonte da evidência: PMC — 5-HTP (5-Hidroxitriptofano) |
Não usar se: Absolutas: uso de IMAO; doença cardíaca valvar (potencial efeito fibrogênico da serotonina em uso crônico).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — ISRS, IRSN, tricíclicos, IMAO, tramadol: risco de síndrome serotoninérgica. Metildopa e metilsergida também podem interagir. NUNCA combinar com Azul de Metileno. Somam-se também as TRIPTANAS de enxaqueca (sumatriptana, zolmitriptana e similares) e a ERVA DE SÃO JOÃO — esta última é vendida sem receita e o paciente muitas vezes não a considera um remédio.Fonte: PMC — 5-HTP (5-Hidroxitriptofano) |
| GABAApresentação: 30 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso centralTipo: Precursor de neurotransmissor | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Relaxamento, redução de ansiedade, suporte ao sono (uso alegado, não estabelecido). |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo para via injetável/uso isolado; mecanismo de ação central ainda debatido para a via periférica.Fonte da evidência: PMC — GABA como suplemento: efeitos no cérebro e no comportamento · USP — revisão de segurança do GABA · PubMed — GABA (2) · PubMed — GABA · A barreira hematoencefálica deixa passar muito pouco GABA vindo do sangue: o efeito descrito nos estudos é oral e provavelmente indireto |
Não usar se: Hipersensibilidade; cautela com depressores do SNC.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar sedativos, benzodiazepínicos e álcool (sonolência excessiva).Fonte: PMC — GABA como suplemento: efeitos no cérebro e no comportamento · USP — revisão de segurança do GABA · PubMed — GABA (2) · PubMed — GABA · A barreira hematoencefálica deixa passar muito pouco GABA vindo do sangue: o efeito descrito nos estudos é oral e provavelmente indireto |
| SAMe (S-Adenosilmetionina)Apresentação: 200 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Fígado · Sistema nervoso central · ArticulaçõesTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Depressão leve a moderada, osteoartrite, colestase/doença hepática (medicamento registrado com essas indicações em alguns países europeus). |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado a bom para depressão leve/moderada e osteoartrite (múltiplos ensaios clínicos); moderado para doença hepática colestática.Fonte da evidência: PubMed — SAMe (S-Adenosilmetionina) (2) · PubMed — SAMe (S-Adenosilmetionina) · Manual MSD — revisões clínicas sobre depressão e osteoartrite |
Não usar se: Absolutas: transtorno bipolar (risco de mania/hipomania); Parkinson (pode piorar sintomas em relatos).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — antidepressivos (ISRS, IRSN, tricíclicos, IMAO): risco de síndrome serotoninérgica ou virada maníaca; não associar rotineiramente a 5-HTP. Somam-se também as TRIPTANAS de enxaqueca (sumatriptana, zolmitriptana e similares) e a ERVA DE SÃO JOÃO — esta última é vendida sem receita e o paciente muitas vezes não a considera um remédio.Fonte: PubMed — SAMe (S-Adenosilmetionina) (2) · PubMed — SAMe (S-Adenosilmetionina) · Manual MSD — revisões clínicas sobre depressão e osteoartrite |
| L-TriptofanoApresentação: 100 mg/10 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso central · Trato gastrointestinalTipo: Precursor de neurotransmissor | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte ao sono e à regulação do humor.A falta causa: Deficiência isolada rara — aminoácido essencial obtido pela dieta. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para insônia leve por via oral; dados limitados para via injetável em dose baixa.Fonte da evidência: Mayo Clinic — L-Triptofano · PMC — L-Triptofano |
Não usar se: Histórico do surto de Síndrome de Eosinofilia-Mialgia (1989) esteve ligado a um LOTE contaminado, não ao aminoácido em si — reforça a importância da procedência farmacêutica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — mesmo perfil serotoninérgico do 5-HTP: risco de síndrome serotoninérgica com IMAO, ISRS, IRSN, tramadol; não combinar com Azul de Metileno. Somam-se também as TRIPTANAS de enxaqueca (sumatriptana, zolmitriptana e similares) e a ERVA DE SÃO JOÃO — esta última é vendida sem receita e o paciente muitas vezes não a considera um remédio.Fonte: Mayo Clinic — L-Triptofano · PMC — L-Triptofano |
| L-TheaninaApresentação: 50 mg/2 mLVias: EV · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso centralTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Redução de ansiedade situacional; melhora de atenção quando combinada com cafeína. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para ansiedade situacional e, combinada à cafeína, para atenção/desempenho cognitivo.Fonte da evidência: PubMed — L-teanina no manejo de estresse e ansiedade: revisão sistemática · PubMed — L-teanina: efeitos psicotrópicos e propriedades clínicas · PMC — L-Theanina · Os ensaios usaram 200 a 400 mg/dia por via ORAL |
Não usar se: Hipersensibilidade; cautela em hipotensão.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar anti-hipertensivos e sedativos.Fonte: PubMed — L-teanina no manejo de estresse e ansiedade: revisão sistemática · PubMed — L-teanina: efeitos psicotrópicos e propriedades clínicas · PMC — L-Theanina · Os ensaios usaram 200 a 400 mg/dia por via ORAL |
| Acetil L-CarnitinaApresentação: 800 mg/2 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Sistema nervoso central · Nervos periféricos · Músculos · CoraçãoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Neuropatia periférica (inclusive diabética), fadiga associada a condições clínicas, suporte cognitivo em idosos.A falta causa: Deficiência primária rara; secundária em hepatopatas/nefropatas graves. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para neuropatia periférica e fadiga relacionada a condições específicas; menor para uso cognitivo em população saudável.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Carnitine |
Não usar se: Hipotireoidismo não tratado (relatos de piora); histórico de convulsões (cautela).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar anticoagulantes (varfarina) — monitorar RNI se uso concomitante.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Carnitine |
| L-CarnitinaApresentação: 600 mg/2 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Músculos · Coração · FígadoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Deficiência primária/secundária de carnitina, cardiomiopatias específicas, pacientes em hemodiálise (uso clínico com prescrição médica).A falta causa: Fraqueza muscular, fadiga, cardiomiopatia em deficiência grave. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para as indicações clínicas registradas (deficiência, hemodiálise); fraco/inconsistente para emagrecimento em pessoas sem deficiência.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Carnitine |
Não usar se: Doença renal terminal sem ajuste (acúmulo de metabólitos); convulsões (cautela).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar anticoagulantes cumarínicos; hormônio tireoidiano pode ter absorção/efeito alterado com uso concomitante prolongado.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Carnitine |
| L-CarnosinaApresentação: 100 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Músculos · Sistema nervoso central · OlhosTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte ao desempenho em exercício de alta intensidade; pesquisa em anti-envelhecimento (pré-clínica). |
B–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para desempenho em exercício de alta intensidade; baixo/pré-clínico para efeito anti-envelhecimento em humanos.Fonte da evidência: PMC — Carnosina e beta-alanina em medicina humana: revisão crítica · PMC — L-Carnosina (2) · PubMed — L-Carnosina · PMC — L-Carnosina |
Não usar se: Hipersensibilidade; sem contraindicações absolutas bem estabelecidas na dose usual.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interações medicamentosas clinicamente relevantes bem documentadas.Fonte: PMC — Carnosina e beta-alanina em medicina humana: revisão crítica · PMC — L-Carnosina (2) · PubMed — L-Carnosina · PMC — L-Carnosina |
| L-Glutamina e Alanil-GlutaminaApresentação: 120 mg/2 mL · 1 g/10 mLVias: EV · IMAtinge: Intestino · Sistema imune · Músculos · FígadoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte à integridade da mucosa intestinal e função imune em estados catabólicos/críticos (uso hospitalar estabelecido).A falta causa: Torna-se 'condicionalmente essencial' em estados catabólicos graves (sepse, grandes queimados, pós-operatório complexo). |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom em contexto hospitalar/crítico (nutrição parenteral); limitado para uso ambulatorial de 'suporte geral' em saudáveis.Fonte da evidência: PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina (2) · PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina (3) · PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina · Literatura de nutrição parenteral com dipeptídeo alanil-glutamina em paciente crítico |
Não usar se: Insuficiência hepática grave (risco teórico de hiperamonemia em doses hospitalares altas); hipersensibilidade. Encefalopatia hepática ou hiperamonemia: a glutamina é fonte de amônia e pode piorar o quadro.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interações medicamentosas clinicamente relevantes bem documentadas nas doses ambulatoriais.Fonte: PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina (2) · PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina (3) · PubMed — L-Glutamina e Alanil-Glutamina · Literatura de nutrição parenteral com dipeptídeo alanil-glutamina em paciente crítico |
| L-GlicinaApresentação: 75 mg/2 mLVias: EV · IMAtinge: Sistema nervoso central · Fígado · Pele e tecido conjuntivoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte à síntese de colágeno/glutationa; sono (dose oral muito superior à injetável).A falta causa: Aminoácido não essencial — deficiência isolada não é síndrome clássica descrita. |
B–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para sono na dose oral de 3 g; baixo especificamente para a via/dose injetável desta apresentação.Fonte da evidência: PMC — L-Glicina (2) · PMC — L-Glicina |
Não usar se: Sem contraindicações absolutas relevantes na dose usual.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Cautela teórica em esquizofrenia com uso de clozapina (interação com sistema glutamatérgico, dados limitados).Fonte: PMC — L-Glicina (2) · PMC — L-Glicina |
| L-ArgininaApresentação: 1 g/2 mLVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Vasos sanguíneos (endotélio) · Hipófise · Rins · FígadoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Vasodilatação (disfunção erétil leve, historicamente teste de reserva de GH); desempenho esportivo com dados inconsistentes.A falta causa: Aminoácido condicionalmente essencial — deficiência isolada rara. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para vasodilatação aguda; fraco/inconsistente para ganho de desempenho físico com uso crônico.Fonte da evidência: PubMed — L-Arginina · PMC — L-Arginina · FDA — L-Arginina · Bula de arginina endovenosa para teste de reserva de hormônio do crescimento (FDA) |
Não usar se: Absolutas: hipotensão; uso concomitante de inibidores de PDE5 (risco de hipotensão somada). Relativas: herpes simples/zoster ativo (controvérsia sobre favorecimento de replicação viral). Sobre o herpes: a arginina favorece a replicação do vírus in vitro e a lisina a antagoniza; a evidência clínica é fraca, mas em surto ATIVO de herpes labial ou genital não compensa correr o risco.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Potencializa anti-hipertensivos e nitratos (risco de hipotensão significativa); cautela com inibidores de PDE5 (sildenafila e similares).Fonte: PubMed — L-Arginina · PMC — L-Arginina · FDA — L-Arginina · Bula de arginina endovenosa para teste de reserva de hormônio do crescimento (FDA) |
| Beta-AlaninaApresentação: 500 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Músculos esqueléticos · Sistema nervoso periférico (parestesia)Tipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Desempenho em exercícios de alta intensidade e curta/média duração (1–4 minutos). |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para desempenho em exercício de alta intensidade — porém a evidência é para protocolo de saturação oral de semanas, não dose única injetável.Fonte da evidência: PMC — Resposta da carnosina muscular à suplementação de beta-alanina · PMC — Carnosina e beta-alanina em medicina humana: revisão crítica · PMC — Beta-Alanina |
Não usar se: Sem contraindicação absoluta bem estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interações medicamentosas clinicamente relevantes bem documentadas.Fonte: PMC — Resposta da carnosina muscular à suplementação de beta-alanina · PMC — Carnosina e beta-alanina em medicina humana: revisão crítica · PMC — Beta-Alanina |
| L-BAIBA (Beta-aminoisobutirato)Apresentação: 150 mg/2 mLVias: IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Tecido adiposo · Músculos · OssosTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Nenhuma indicação clínica estabelecida — uso experimental. |
C–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo/pré-clínico — a substância com o nível de evidência mais baixo/experimental de todo o lote de aminoácidos.Fonte da evidência: PubMed — L-BAIBA (Beta-aminoisobutirato) · PMC — L-BAIBA (Beta-aminoisobutirato) |
Não usar se: Não documentadas de forma consistente em humanos.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Não documentadas de forma consistente em humanos, pela escassez de estudos clínicos.Fonte: PubMed — L-BAIBA (Beta-aminoisobutirato) · PMC — L-BAIBA (Beta-aminoisobutirato) |
| Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools CombinadosVias: EV · IMAtinge: Músculos · Fígado · Sistema nervoso centralTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Síntese proteica muscular e redução de fadiga central em exercício prolongado (BCAA/aminoácidos essenciais); suporte cognitivo leve (Pool Cognitivo); preservação de massa magra (Pool Aumento de Massa).A falta causa: Conforme aminoácidos individuais componentes. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para BCAA/aminoácidos essenciais (síntese proteica, fadiga central); moderado para Pool Cognitivo (Colina + D-Pantenol + Acetil-Carnitina); moderado para HMB no Pool Aumento de Massa.Fonte da evidência: PMC — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados (2) · PubMed — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados · PMC — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados · Cochrane — aminoácidos de cadeia ramificada na encefalopatia hepática |
Não usar se: Herdadas dos componentes individuais — checar cada aminoácido do pool.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Atenção ao L-Triptofano presente nos 'Aminoácidos Essenciais' — mantém perfil serotoninérgico mesmo em combinação; checar antidepressivos antes de aplicar.Fonte: PMC — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados (2) · PubMed — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados · PMC — Aminoácidos Essenciais, BCAA e Pools Combinados · Cochrane — aminoácidos de cadeia ramificada na encefalopatia hepática |
| Ácido Alfa LipóicoApresentação: 100 mg/4 mL · 300 mg/10 mL · 600 mg/24 mLVias: EV · IMAtinge: Nervos periféricos · Fígado · Pâncreas e metabolismo da glicoseTipo: Antioxidante | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Neuropatia periférica diabética (uso mais consolidado, com aprovação em alguns países europeus). |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para neuropatia diabética dolorosa (múltiplos ensaios, inclusive via EV); moderado/fraco para uso antioxidante geral em saudáveis.Fonte da evidência: Anvisa — bulário eletrônico · A base de eficácia são os ensaios de neuropatia diabética, que sustentam a faixa B · para as demais indicações, não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
Não usar se: Hipoglicemia (risco crítico); uso concomitante de quimioterapia sem avaliação oncológica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — potencializa hipoglicemiantes orais e insulina (risco de hipoglicemia sintomática); pode reduzir eficácia de quimioterápicos que dependem de espécies reativas de oxigênio. QUELA MINERAIS (ferro, magnésio, cálcio, zinco, cobre): não infundir junto nem em sequência imediata de reposição mineral, sob risco de reduzir as duas coisas. Separe as aplicações.Fonte: Anvisa — bulário eletrônico · A base de eficácia são os ensaios de neuropatia diabética, que sustentam a faixa B · para as demais indicações, não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
| Sulfato de ManganêsApresentação: 20 mg/2 mLVias: EV · IMAtinge: Ossos e cartilagem · Sistema nervoso central · FígadoTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte à formação de tecido conjuntivo/cartilagem e defesa antioxidante mitocondrial em contexto de deficiência.A falta causa: Rara isoladamente; descrita classicamente em nutrição parenteral prolongada sem suplementação adequada. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo para suplementação isolada em pessoas sem deficiência documentada; margem entre dose adequada e neurotóxica mais estreita que a maioria dos outros minerais.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Manganese |
Não usar se: CRÍTICO — uso repetido/crônico por via parenteral (risco de manganismo); hepatopatas.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Antagonismo de absorção com ferro (mais relevante via oral); cautela em hepatopatas (excreção biliar).Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Manganese |
| VanádioApresentação: 50 mcg/1 mLVias: EV · ID · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Pâncreas e metabolismo da glicose · Rins · Trato gastrointestinalTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso investigacional para sensibilidade à insulina/controle glicêmico — não estabelecido como terapia padrão.A falta causa: Não caracterizada em humanos. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo — estudos pequenos, curta duração, sem confirmação robusta de eficácia ou segurança em longo prazo.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — índice de fichas · (não há ficha específica de vanádio). Não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
Não usar se: Doença renal (risco de acúmulo); gestação (dados de segurança insuficientes).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar hipoglicemiantes/insulina — mesmo cuidado do ácido alfa lipóico e do cromo.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — índice de fichas · (não há ficha específica de vanádio). Não localizei revisão sistemática, monografia oficial ou bula que sustente esta ficha. O que está escrito aqui vem do documento técnico do fornecedor e não foi confirmado em fonte independente — leia com essa ressalva |
| Pools Minerais (Pool de Minerais, Pool Artrose, ZMA Complex)Vias: EV · IMAtinge: Ossos e articulações · Músculos · Sistema imune · RinsTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Pool de Minerais: suporte a oligoelementos essenciais. Pool Artrose: suporte a cartilagem/tecido conjuntivo. ZMA: popular em nutrição esportiva (alegação de aumento de testosterona e recuperação).A falta causa: Conforme componentes individuais. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Pool de Minerais: coerente bioquimicamente, mas atenção à dose de manganês (25 mg — ainda mais alta que a ampola isolada). Pool Artrose: evidência específica limitada para a combinação exata. ZMA: ensaios controlados em atletas com boa ingestão dietética NÃO confirmam aumento significativo de testosterona — benefício mais consistente é corrigir deficiência marginal.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Zinc · Magnesium e Vitamin B6, Health Professional Fact Sheets |
Não usar se: Herdadas dos componentes — especial atenção ao manganês (uso repetido) e ao cobre (Doença de Wilson).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pool de Minerais: NÃO misturar com Vitamina C na mesma seringa (cobre degrada ácido ascórbico).Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Zinc · Magnesium e Vitamin B6, Health Professional Fact Sheets |
| ResveratrolApresentação: 30 mg/2 mLVias: IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Vasos sanguíneos · Fígado · Mitocôndrias (todos os tecidos)Tipo: Extrato vegetal | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso popular associado a longevidade/metabolismo — sem indicação clínica consolidada em humanos. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom em modelos animais/celulares; fraco a moderado em humanos para os desfechos de longevidade/metabólicos mais divulgados.Fonte da evidência: Frontiers — Resveratrol · PMC — Resveratrol (2) · PMC — Resveratrol |
Não usar se: Distúrbios hormônio-dependentes (atividade fitoestrogênica fraca — cautela teórica em câncer de mama/endométrio hormônio-sensível).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode potencializar anticoagulantes/antiagregantes (inibe agregação plaquetária); interage com enzimas do citocromo P450, podendo alterar níveis de diversos medicamentos.Fonte: Frontiers — Resveratrol · PMC — Resveratrol (2) · PMC — Resveratrol |
| NMN e Ribosídeo de Nicotinamida (precursores de NAD+)Vias: EV · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Mitocôndrias (todos os tecidos) · Fígado · MúsculosTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso popular 'anti-envelhecimento' — sem indicação clínica consolidada. |
B–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para elevação de NAD+ circulante (desfecho bioquímico); baixo/insuficiente para desfechos clínicos de 'antienvelhecimento' divulgados popularmente.Fonte da evidência: PMC — NMN e Ribosídeo de Nicotinamida (precursores de NAD+) (2) · PMC — NMN e Ribosídeo de Nicotinamida (precursores de NAD+) · PMC — Nicotinamide Mononucleotide: Exploration of Diverse Therapeutic Applications · medRxiv 2024 |
Não usar se: Sem contraindicação absoluta bem estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interações medicamentosas graves bem documentadas até o momento — literatura de segurança ainda em construção.Fonte: PMC — NMN e Ribosídeo de Nicotinamida (precursores de NAD+) (2) · PMC — NMN e Ribosídeo de Nicotinamida (precursores de NAD+) · PMC — Nicotinamide Mononucleotide: Exploration of Diverse Therapeutic Applications · medRxiv 2024 |
| PQQ (Pirroloquinolino Quinona)Apresentação: 5 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Mitocôndrias (todos os tecidos) · Sistema nervoso central · CoraçãoTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte cognitivo e energético via aumento do número/função mitocondrial (uso popular, presente em produtos combinados). |
B–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo a moderado — maior parte da evidência mecanística é pré-clínica; poucos ensaios em humanos, pequenos, com desfechos modestos.Fonte da evidência: MDPI — PQQ (Pirroloquinolino Quinona) · PMC — PQQ (Pirroloquinolino Quinona) |
Não usar se: Dados de segurança em humanos ainda limitados a poucos estudos de curta duração.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem contraindicações absolutas ou interações medicamentosas graves bem documentadas.Fonte: MDPI — PQQ (Pirroloquinolino Quinona) · PMC — PQQ (Pirroloquinolino Quinona) |
| CurcuminaApresentação: 200 mg/2 mLVias: IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Articulações · Fígado · Trato gastrointestinal · Vesícula biliarTipo: Extrato vegetal | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Redução de dor e melhora funcional em osteoartrite de joelho. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para osteoartrite via oral (múltiplos ensaios); dados específicos para via injetável ainda limitados.Fonte da evidência: PMC — Curcumina · Revisões sistemáticas e meta-análises sobre curcumina em osteoartrite |
Não usar se: Colelitíase/obstrução biliar (estimula contração da vesícula biliar, podendo precipitar cólica biliar).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Potencializa anticoagulantes/antiagregantes (risco de sangramento); pode alterar farmacocinética de quimioterápicos metabolizados por CYP450.Fonte: PMC — Curcumina · Revisões sistemáticas e meta-análises sobre curcumina em osteoartrite |
| MSM (Metilsulfonilmetano)Apresentação: 750 mg/5 mLVias: EV · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Articulações e cartilagem · Pele · MúsculosTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Redução de dor e melhora funcional em osteoartrite leve a moderada. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para osteoartrite, geralmente em combinação com outros agentes condroprotetores.Fonte da evidência: PMC — MSM (Metilsulfonilmetano) · Revisões clínicas sobre MSM em osteoartrite |
Não usar se: Sem contraindicações absolutas relevantes bem estabelecidas.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interações medicamentosas graves bem documentadas.Fonte: PMC — MSM (Metilsulfonilmetano) · Revisões clínicas sobre MSM em osteoartrite |
| D-RiboseApresentação: 750 mg/2 mLVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Coração · MúsculosTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Fibromialgia/síndrome de fadiga crônica; coadjuvante em insuficiência cardíaca/doença arterial coronariana em pesquisa clínica (não é terapia padrão estabelecida). |
B–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Moderado para fadiga associada a fibromialgia/síndrome de fadiga crônica (estudos pequenos); insuficiente para uso geral de 'energia' em pessoas saudáveis.Fonte da evidência: PubMed — D-Ribose |
Não usar se: Diabetes não controlada — é um açúcar e pode elevar a glicemia.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Cautela com hipoglicemiantes (pode alterar controle glicêmico em ambas as direções dependendo do contexto metabólico).Fonte: PubMed — D-Ribose |
| DMSO (Dimetilsulfóxido)Apresentação: 4.995 mg/5 mLVias: EV * *** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.** Este tem ressalva a mais. Ler antes de aceitar.Atinge: Pele e tecido conjuntivo · Articulações · Bexiga · Olhos (cristalino)Tipo: Medicamento | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Uso aprovado (formulação específica) para cistite intersticial; uso tópico como veículo em formulações magistrais dermatológicas. |
BPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Bom para cistite intersticial (indicação registrada); moderado para uso anti-inflamatório/analgésico tópico; dados limitados para uso sistêmico rotineiro fora dessas indicações.Fonte da evidência: Mayo Clinic — DMSO (Dimetilsulfóxido) · PubMed — DMSO (Dimetilsulfóxido) · PMC — DMSO (Dimetilsulfóxido) |
Não usar se: Absolutas: primeiro trimestre de gestação (efeito teratogênico documentado em modelo animal). Relativas: uso prolongado (>30 dias contínuos) associado a hepato/nefrotoxicidade.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — potencializa anticoagulantes (risco de sangramento); como carreador, pode potencializar toxicidade de qualquer substância associada (ex.: corticoides tópicos).Fonte: Mayo Clinic — DMSO (Dimetilsulfóxido) · PubMed — DMSO (Dimetilsulfóxido) · PMC — DMSO (Dimetilsulfóxido) |
| DMAE (Dimetilaminoetanol)Apresentação: 50 mg/2 mLVias: ID · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso central · PeleTipo: Precursor de neurotransmissor | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Suporte cognitivo (memória, foco) e, topicamente, firmeza de pele — uso popular, mas evidência limitada e inconsistente para ambos. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Fraco/inconsistente — estudos pequenos, resultados conflitantes.Fonte da evidência: NIH StatPearls — DMAE (Dimetilaminoetanol) |
Não usar se: Epilepsia/histórico convulsivo (relatos de redução do limiar convulsivo); transtorno bipolar (relatos raros de indução de sintomas maníacos).Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Cautela com anticolinérgicos (efeito teoricamente antagônico) e outros agentes colinérgicos (risco de efeito aditivo).Fonte: NIH StatPearls — DMAE (Dimetilaminoetanol) |
| CrisinaApresentação: 100 mcg/2 mLVias: ID · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Fígado · Sistema endócrino (eixo hormonal)Tipo: Extrato vegetal | Para que serve e o que a falta causaPara que serve: Popularizada como 'booster natural de testosterona' — sem indicação clínica estabelecida. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Baixo — mecanismo plausível in vitro, mas sem confirmação clínica robusta de efeito hormonal relevante em humanos.Fonte da evidência: PubMed — Crisina (2) · PubMed — Crisina · PMC — Crisina |
Não usar se: Dados insuficientes para estabelecer contraindicações absolutas.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Teoricamente pode interagir com medicamentos metabolizados pela mesma via de conjugação hepática (glucuronidação).Fonte: PubMed — Crisina (2) · PubMed — Crisina · PMC — Crisina |
| ADEK 100.000UIApresentação: ADEK 100.000UI - Vit. A 50.000UI + Vit. D 100.000UI + Vit. E 100UI + Vit K2 MK7 1300MCG 2ml PROFUNDO LENTOVias: IMAtinge: Fígado · Ossos · Olhos · Sistema de coagulaçãoTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Vitamina A (Palmitato de Retinol): Cegueira noturna, xeroftalmia, hiperqueratose folicular e queda da imunidade de mucosas. Vitamina D3 (Colecalciferol): Dor óssea, fraqueza muscular proximal, osteomalácia no adulto e raquitismo na criança. Vitamina E (Alfatocoferol): Rara; quando ocorre, causa neuropatia periférica, ataxia, miopatia e retinopatia. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Sangramento e hematomas fáceis, tempo de protrombina alargado; no recém-nascido, doença hemorrágica. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Vitamina A (Palmitato de Retinol): A para carência documentada e para os programas de suplementação em populações de risco. D para uso estético ou de rotina, onde o risco de hipervitaminose e de teratogenia pesa mais que o benefício. Vitamina D3 (Colecalciferol): A para raquitismo, osteomalácia e correção de deficiência documentada. C para as promessas extraósseas (imunidade, humor, câncer): os grandes ensaios não confirmaram. Vitamina E (Alfatocoferol): A para a deficiência (rara, ligada a má absorção de gordura e a abetalipoproteinemia). D para uso antioxidante de rotina: os ensaios grandes não mostraram benefício e a dose alta aumentou risco de sangramento. Vitamina K1 (Fitomenadiona): A para doença hemorrágica do recém-nascido e para reversão de anticoagulação cumarínica — indicação de bula, com via parenteral incluída.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin D · NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin E · Ministério da Saúde/BVS — Vitamina A na Gestação e Lactação · NIH ODS — Vitamin A |
Não usar se: Vitamina A (Palmitato de Retinol): ABSOLUTA na gestação e em quem pretende engravidar, em doses altas: vitamina A em excesso no início da gestação é teratogênica. Também contraindicada em hipervitaminose A. Vitamina D3 (Colecalciferol): ABSOLUTA em hipercalcemia e hipervitaminose D. Cautela em doença renal e sarcoidose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica e nefrocalcinose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica, nefrocalcinose e cálculo renal. Vitamina E (Alfatocoferol): Hipersensibilidade. Cautela absoluta em distúrbio de coagulação e em pré-operatório. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Hipersensibilidade ao componente. A via intravenosa exige aplicação lenta e cautela: há relato de reação anafilactoide, rara mas grave.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Vitamina A (Palmitato de Retinol): Soma-se a retinoides orais (isotretinoína, acitretina) — risco de hipervitaminose A. Vitamina D3 (Colecalciferol): Com cálcio em dose alta ou com diuréticos tiazídicos, aumenta o risco de hipercalcemia. Corticoides e orlistate reduzem sua absorção. Vitamina E (Alfatocoferol): Tem ação antiplaquetária própria: somada a varfarina, aspirina ou outro antiagregante, aumenta o risco de sangramento — inclusive hemorragia digestiva e AVC hemorrágico. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Antagoniza anticoagulantes cumarínicos (varfarina) — reduz ou anula o efeito do anticoagulante. Quem usa varfarina não recebe vitamina K sem decisão médica.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin E · Ministério da Saúde/BVS — Vitamina A na Gestação e Lactação · Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil (SciELO) — Teratogenia da vitamina A |
| Alfa GPCApresentação: Alfa GPC 10% 400mgVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso central · Vasos cerebraisTipo: Precursor de neurotransmissor | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Colina: Lesão hepática (esteatose) e lesão muscular; a deficiência é rara com dieta normal. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Alfa GPC (Alfoscerato de Colina): C para declínio cognitivo vascular, com ensaios italianos antigos e de porte pequeno. Pesa contra: coorte nacional coreana associou uso de alfa-GPC a AVC subsequente — associação, não causa, mas é o dado mais recente e o maior. Colina: A para deficiência em nutrição parenteral prolongada, que é onde ela de fato aparece. D para memória e desempenho em quem se alimenta normalmente.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Choline · Coorte nacional (Coreia do Sul) — Association of L-α Glycerylphosphorylcholine With Subsequent Stroke Risk |
Não usar se: Alfa GPC (Alfoscerato de Colina): Hipersensibilidade. ATENÇÃO — estudo populacional de grande porte na Coreia do Sul associou o uso prolongado de alfa-GPC a MAIOR RISCO DE AVC, de forma dose-dependente. Não é prova de causa, mas é motivo para avaliação médica antes de uso continuado, sobretudo com risco cardiovascular. Colina: Hipersensibilidade. Em dose alta causa odor corporal de peixe, sudorese e salivação excessivas, vômito, HIPOTENSÃO e toxicidade hepática — o limite superior tolerável para adultos é de 3,5 g/dia.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Alfa GPC (Alfoscerato de Colina): Efeito colinérgico — pode somar-se a anticolinesterásicos usados em demência. Colina: Não são conhecidas interações medicamentosas relevantes.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Choline · Estudo de coorte nacional (Coreia do Sul) — Association of L-α Glycerylphosphorylcholine With Subsequent Stroke Risk After 10 Years · revisões subsequentes sobre o perfil de segurança do alfoscerato de colina |
| BCAAApresentação: BCAA - Isoleucina 75mg + L-Valina 75mg + L-Leucina 25mgVias: EV · IMAtinge: Músculos · Fígado · Sistema nervoso centralTipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D PARA ESTA APRESENTAÇÃO — os 175 mg somados da ampola ficam muito abaixo dos gramas por via ORAL dos ensaios. Sobre a substância em si: B para encefalopatia hepática, por via ORAL e em dose de gramas. D para ganho de massa em quem já ingere proteína suficiente.Fonte da evidência: Cochrane — Branched-chain amino acids for people with hepatic encephalopathy |
Não usar se: ABSOLUTA na leucinose (doença da urina de xarope de bordo / MSUD) — falta a enzima que degrada esses três aminoácidos, e o acúmulo é neurotóxico. Cautela em insuficiência hepática e renal.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Pode somar-se a antidiabéticos no efeito sobre a glicemia; competem com outros aminoácidos neutros no transporte cerebral.Fonte: NIH StatPearls — BCAA · Cochrane — BCAA · PMC — BCAA · NatJus/TJDFT — Nota Técnica sobre Leucinose · Manual MSD, edição para profissionais |
| BiotinaApresentação: Biotina 0,50% 10mgVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Pele, cabelo e unhas · Sistema nervoso · INTERFERE em exames de sangue por imunoensaioTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Queda de cabelo, dermatite ao redor de olhos, nariz e boca, e alterações neurológicas como letargia e parestesia. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para deficiência de biotinidase e carência documentada. D para queda de cabelo e unhas frágeis em quem NÃO tem deficiência: não há ensaio que sustente, e é justamente a dose alta desse uso que provoca a interferência laboratorial acima.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Biotin |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Interfere em exames de sangue feitos por imunoensaio — entre eles troponina (infarto), TSH e hormônios. Pode gerar resultado falsamente baixo de troponina e mascarar um infarto. Avise o laboratório que usa biotina antes de qualquer coleta. Orientação prática: suspender por pelo menos 48 horas antes de qualquer coleta (FDA/Mayo). Em dose muito alta a depuração é mais lenta — chega a cerca de 73 horas com 300 mg/dia. Não há consenso fechado sobre a janela: na dúvida, avise o laboratório que você usa biotina, em vez de confiar no prazo.Fonte: FDA — Safety Communication sobre interferência da biotina em testes laboratoriais (2017, atualizada em 2019) · FDA, 'Biotin Interference with Troponin Lab Tests' |
| ChronicApresentação: Chronic - 10mgVias: IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Ossos · Músculos · Articulações · FígadoTipo: Extrato vegetal | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D. É nome comercial de um extrato oleoso de urucum; as indicações que circulam (sarcopenia, artrite, inflamação crônica) vêm de material do próprio produto, em formulação ORAL. Não há ensaio clínico independente, e nenhum da via injetável.Fonte da evidência: Monografia comercial do ativo Chronic (Drogasil Manipulação) — fonte do fabricante, não literatura independente |
Não usar se: Alergia ou sensibilidade a açaí e/ou urucum (Bixa orellana). Não usar em gestantes, lactantes, hipoglicêmicos, hipertensos e menores de 18 anos sem orientação médica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: A monografia do produto contraindica o uso junto com ORLISTATE, LÍTIO e VARFARINA.Fonte: Monografia do ativo Chronic — Drogasil Manipulação. É fonte COMERCIAL, e está dito assim de propósito: as contraindicações e as três interações vêm dela, não de monografia oficial |
| Cloreto de CromoApresentação: Cloreto de Cromo 0,01% 100mcgVias: EV · IMAtinge: Pâncreas e metabolismo da glicose · Fígado · RinsTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Rara com dieta normal; descrita em nutrição parenteral prolongada, com intolerância à glicose e neuropatia periférica. |
C–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C para controle glicêmico: os ensaios são pequenos e inconsistentes, e as diretrizes de diabetes não recomendam. D para emagrecimento e ganho de massa.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Chromium |
Não usar se: Hipersensibilidade. Evitar dose alta em doença renal preexistente — há relato isolado de disfunção renal.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Soma-se a insulina e a antidiabéticos orais — risco de hipoglicemia. Quem usa esses medicamentos precisa monitorar glicemia mais de perto.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Chromium |
| Cloreto de MagnésioApresentação: Cloreto de Magnésio 20% 400mgVias: EVAtinge: Músculos · Coração · Sistema nervoso · RinsTipo: Mineral | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Fraqueza muscular, tremores, cãibras, arritmias, náusea e, em casos graves, convulsões. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para hipomagnesemia documentada e, por via endovenosa hospitalar, para eclâmpsia e torsades de pointes. C para cãibra, sono e ansiedade em quem tem magnésio normal.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Magnesium |
Não usar se: ABSOLUTA em insuficiência renal, bloqueio atrioventricular e miastenia gravis.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Potencializa bloqueadores neuromusculares e depressores do sistema nervoso central; reduz a absorção de quinolonas e tetraciclinas quando administrados juntos.Fonte: Mesma base do sulfato de magnésio já documentado na ficha técnica consolidada — é o mesmo elemento, muda o sal |
| ColinaApresentação: Colina 25% 500mgVias: EV · IM · SCAtinge: Fígado · Sistema nervoso central · Membranas celularesTipo: Cofator metabólico | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Lesão hepática (esteatose) e lesão muscular; a deficiência é rara com dieta normal. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para deficiência em nutrição parenteral prolongada, que é onde ela de fato aparece. D para memória e desempenho em quem se alimenta normalmente.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Choline |
Não usar se: Hipersensibilidade. Em dose alta causa odor corporal de peixe, sudorese e salivação excessivas, vômito, HIPOTENSÃO e toxicidade hepática — o limite superior tolerável para adultos é de 3,5 g/dia.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Não são conhecidas interações medicamentosas relevantes.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Choline |
| Complexo B (com B1)Apresentação: Complexo B (com B1) - Vit.B1 8mg + Vit.B2 2mg + Vit.B3 40mg + Vit.B6 4mg + Vit.B5 6mgVias: EV · IM · SCAtinge: Sistema nervoso · Coração · Medula óssea · PeleTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Vitamina B1 (Tiamina): Beribéri, neuropatia periférica e, na forma grave, encefalopatia de Wernicke (confusão, alteração ocular e da marcha). Vitamina B2 (Riboflavina): Queilose e fissura no canto da boca, glossite, dermatite seborreica, garganta dolorida, olhos vermelhos e com prurido; na carência grave e prolongada, anemia e catarata. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Muito rara isoladamente; descrita com parestesia em pés, fadiga, irritabilidade e distúrbio do sono. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Vitamina B1 (Tiamina): A para encefalopatia de Wernicke e beribéri — emergência médica em que a via PARENTERAL é a indicada, e o atraso deixa sequela permanente. Vitamina B2 (Riboflavina): A para correção de carência documentada. C para profilaxia de enxaqueca, onde os ensaios usaram 400 mg/dia por via ORAL — dose e via diferentes desta apresentação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): C. A indicação de bula da forma injetável é íleo paralítico e atonia intestinal pós-operatória; a base de ensaio é antiga e pequena. Para cabelo e pele, D.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Riboflavin Deficiency · Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês — Tiamina · Manual MSD — Deficiência de tiamina |
Não usar se: Vitamina B1 (Tiamina): Hipersensibilidade à tiamina — e há relato de reação anafilática associada à via INTRAVENOSA, motivo pelo qual a via intramuscular é preferida quando possível e a infusão EV deve ser lenta. Vitamina B2 (Riboflavina): Não há contraindicação absoluta descrita. Cautela com doses altas na gestação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Hipersensibilidade ao componente. Cautela em hemofilia — a ficha técnica do injetável registra possível prolongamento do tempo de sangramento. Gestação exige orientação médica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Vitamin B2 (Riboflavin) · Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês — monografia de Tiamina · Manual MSD, edição para profissionais — Deficiência de tiamina |
| Complexo B (sem B1)Apresentação: Complexo B (sem B1) - Vit.B2 15mg + Vit.B3 10mg + Vit.B6 10mg + Vit.B5 50mgVias: EV · IM · SCAtinge: Sistema nervoso · Pele e mucosas · Medula ósseaTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Vitamina B2 (Riboflavina): Queilose e fissura no canto da boca, glossite, dermatite seborreica, garganta dolorida, olhos vermelhos e com prurido; na carência grave e prolongada, anemia e catarata. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Muito rara isoladamente; descrita com parestesia em pés, fadiga, irritabilidade e distúrbio do sono. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Vitamina B2 (Riboflavina): A para correção de carência documentada. C para profilaxia de enxaqueca, onde os ensaios usaram 400 mg/dia por via ORAL — dose e via diferentes desta apresentação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): C. A indicação de bula da forma injetável é íleo paralítico e atonia intestinal pós-operatória; a base de ensaio é antiga e pequena. Para cabelo e pele, D.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Riboflavin Deficiency · Ficha técnica de Bepanmed 500 mg/2 mL (AEMPS/CIMA) · bula de dexpantenol (Anvisa) |
Não usar se: Vitamina B2 (Riboflavina): Não há contraindicação absoluta descrita. Cautela com doses altas na gestação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Hipersensibilidade ao componente. Cautela em hemofilia — a ficha técnica do injetável registra possível prolongamento do tempo de sangramento. Gestação exige orientação médica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Vitamin B2 (Riboflavin) · e Riboflavin Deficiency · EFSA — Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin B6 (2023) |
| HMB (Hidroximetilbutirato)Apresentação: HMB (Hidroximetilbutirato) 2,5% 50mgVias: EV · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Músculos esqueléticosTipo: Cofator metabólico | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D PARA ESTA APRESENTAÇÃO — os 50 mg da ampola são cerca de 1,7% dos 3 g/dia por via ORAL que os ensaios usaram. Sobre a substância em si: B para preservação de massa e função muscular em câncer e em doença crônica, com revisões sistemáticas favoráveis. Mas TODA essa evidência é de 3 g/dia por via ORAL; a apresentação aqui tem 50 mg e é injetável — 60 vezes menos, por outra via, sem ensaio que a tenha testado. Para essa combinação, D.Fonte da evidência: Revisões sistemáticas de HMB em câncer, cirurgia e paciente crítico (PubMed/PMC) · umbrella review de HMB em envelhecimento (2022) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante descrita na literatura de ensaios.Fonte: PMC — HMB (Hidroximetilbutirato) (2) · PubMed — HMB (Hidroximetilbutirato) · PMC — HMB (Hidroximetilbutirato) · Revisões sistemáticas de ensaios randomizados de HMB (PubMed/PMC): saúde e doença (2013), câncer (2022), paciente crítico (2025), cirurgia (2025) |
| Inositol + TaurinaApresentação: Inositol + Taurina 10% 200mg + 200mgVias: EV · IM · SCAtinge: Ovários e eixo hormonal · Fígado e vias biliares · Sistema nervoso centralTipo: Combinado (pool) | — | CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Inositol (mio-inositol): C na síndrome dos ovários policísticos: a Cochrane e a diretriz internacional de 2023 classificam a evidência como limitada e inconclusiva. Os ensaios usaram 1,1 a 4 g/dia por via ORAL — nenhum testou a via injetável. L-Taurina: C em insuficiência cardíaca: ensaios pequenos mostraram melhora de classe funcional, mas a revisão sistemática não confirmou desfecho duro. Doses de 0,5 a 6 g/dia por via ORAL — a apresentação injetável não foi estudada.Fonte da evidência: Cochrane 2018 — Inositol for subfertile women with PCOS · revisão sistemática que embasou a atualização de 2023 das diretrizes internacionais de SOP |
Não usar se: Inositol (mio-inositol): Não há contraindicação absoluta estabelecida. O efeito adverso descrito é desconforto gastrointestinal leve, ligado à via oral. L-Taurina: Não há contraindicação absoluta estabelecida; até 6 g/dia por via oral, os ensaios não registraram efeito adverso relevante.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: PMC — Inositol + Taurina (2) · PMC — Inositol + Taurina · Cochrane Database of Systematic Reviews (2018) — Inositol for subfertile women with polycystic ovary syndrome · revisão sistemática e meta-análise para a atualização de 2023 das International Evidence-based PCOS Guidelines |
| InositolApresentação: Inositol 10% 1g 10mlVias: EVAtinge: Ovários e eixo hormonal · Pâncreas e metabolismo da glicose · Sistema nervoso centralTipo: Cofator metabólico | — | CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C na síndrome dos ovários policísticos: a Cochrane e a diretriz internacional de 2023 classificam a evidência como limitada e inconclusiva. Os ensaios usaram 1,1 a 4 g/dia por via ORAL — nenhum testou a via injetável.Fonte da evidência: Cochrane 2018 — Inositol for subfertile women with PCOS · revisão sistemática que embasou a atualização de 2023 das diretrizes internacionais de SOP |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida. O efeito adverso descrito é desconforto gastrointestinal leve, ligado à via oral.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: PubMed — Inositol · Cochrane Database of Systematic Reviews (2018) — Inositol for subfertile women with polycystic ovary syndrome · revisão sistemática e meta-análise para a atualização de 2023 das International Evidence-based PCOS Guidelines |
| L-FenilalaninaApresentação: L-Fenilalanina 3% 50mgVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Sistema nervoso central · Tireoide · Pele (melanina)Tipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D. É aminoácido essencial: o quadro clínico relevante é o EXCESSO na fenilcetonúria, não a falta. Não há ensaio que sustente suplementação injetável em quem se alimenta.Fonte da evidência: Manual MSD, edição para profissionais — Fenilcetonúria |
Não usar se: ABSOLUTA em fenilcetonúria (PKU). Sem a enzima fenilalanina hidroxilase, a fenilalanina acumula no sangue e é neurotóxica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Em uso de IMAO, o aporte de aminoácidos precursores exige avaliação médica.Fonte: PubMed — L-Fenilalanina (2) · PubMed — L-Fenilalanina · PMC — L-Fenilalanina · Manual MSD, edição para profissionais — Fenilcetonúria (PKU) · Ministério da Saúde/BVS — Fenilcetonúria: diagnóstico e tratamento |
| L-GluthationApresentação: L-Gluthation 5% 100mgVias: EV · ID · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Fígado · Rins · Pele · Sistema imuneTipo: Antioxidante | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Não é nutriente essencial: o organismo sintetiza a partir de cisteína, glicina e glutamato. Não existe síndrome de deficiência de glutationa isolada. |
DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D. Não há evidência que sustente o uso endovenoso, e há ALERTA regulatório expresso contra o uso para clareamento de pele — FDA dos EUA e das Filipinas. O ensaio em Parkinson não mostrou benefício clínico.Fonte da evidência: Alertas de FDA (EUA) e FDA das Filipinas sobre glutationa endovenosa |
Não usar se: Hipersensibilidade. ATENÇÃO — agências reguladoras emitiram alerta contra o uso ENDOVENOSO de glutationa com finalidade de clareamento de pele, por relatos de síndrome de Stevens-Johnson, alteração renal e hepática. Esse uso não tem respaldo de segurança nem de eficácia.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa bem estabelecida na literatura de reposição.Fonte: PMC — L-Gluthation (2) · PMC — L-Gluthation · Alertas regulatórios de FDA (EUA) e FDA das Filipinas sobre uso endovenoso off-label de glutationa para clareamento · alerta da autoridade sanitária de Gana (2021) |
| L-LisinaApresentação: L-Lisina 15% 300mgVias: EV · IMAtinge: Pele e mucosas · Ossos e tecido conjuntivoTipo: Aminoácido | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Aminoácido essencial; a carência isolada é rara e aparece junto com desnutrição proteica, não sozinha. |
C–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D abaixo de 1 g/dia: nessa faixa a profilaxia de herpes labial é ineficaz. C acima de 3 g/dia, onde há melhora do relato subjetivo do paciente — e ainda assim a lisina NÃO faz parte das diretrizes de herpes labial ou genital. Tudo por via ORAL.Fonte da evidência: Revisão — Lysine for Herpes Simplex Prophylaxis: A Review of the Evidence (Integrative Medicine, 2017 · PMC6419779) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida. A revisão citada recomenda cautela em doença cardiovascular e de vesícula biliar, por risco teórico.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: MDPI — L-Lisina · PMC — L-Lisina · Lysine for Herpes Simplex Prophylaxis: A Review of the Evidence — Integrative Medicine: A Clinician's Journal (PMC6419779) |
| L-MetioninaApresentação: L-Metionina 5% 100mgVias: EV · ID · IMAtinge: Fígado · Sistema cardiovascular (homocisteína) · RinsTipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D. Aminoácido essencial já suprido pela dieta; o que tem relevância clínica é o excesso (homocisteína), não a falta.Fonte da evidência: Manual MSD — Distúrbios do metabolismo da metionina |
Não usar se: ABSOLUTA em homocistinúria. Cautela forte em acidose metabólica, insuficiência hepática grave e doença renal.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Eleva a homocisteína plasmática — atenção em quem já tem homocisteína alta ou risco cardiovascular. A correção passa por folato, B6 e B12.Fonte: PubMed — L-Metionina (2) · PubMed — L-Metionina · Manual MSD, edição para profissionais — Distúrbios do metabolismo da metionina · SciELO/JBPML — Homocisteína |
| L-OrnitinaApresentação: L-Ornitina 15% 300mgVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Fígado · Rins · Sistema nervoso central (amônia)Tipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D PARA ESTA APRESENTAÇÃO — os 300 mg da ampola são cerca de 1% dos 20 a 40 g/dia de L-ornitina-L-aspartato ENDOVENOSO dos ensaios, e nem é o mesmo sal. Sobre a substância em si: B–C para encefalopatia hepática, mas com uma ressalva que muda tudo: a evidência é de L-ornitina-L-ASPARTATO (LOLA) endovenoso, em 20 a 40 g/dia, em cirrótico internado — outro sal, outra dose, outro paciente. A Cochrane de 2018 classifica até essa evidência como muito fraca. Para 300 mg de L-ornitina isolada em pessoa sem doença hepática, D.Fonte da evidência: Cochrane 2018 — L-ornithine L-aspartate for hepatic encephalopathy in people with cirrhosis · meta-análises de LOLA (PMC6416237) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida. Nos ensaios de L-ornitina-L-aspartato endovenoso não houve diferença de mortalidade nem de eventos adversos contra placebo.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: PubMed — L-Ornitina · Cochrane Database of Systematic Reviews (2018) — L-ornithine L-aspartate for prevention and treatment of hepatic encephalopathy in people with cirrhosis · diretrizes EASL/AASLD de encefalopatia hepática |
| L-ProlinaApresentação: L-Prolina 25% 500mgVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Pele e tecido conjuntivo · Articulações · Vasos sanguíneosTipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D. A prolina é matéria-prima do colágeno — isso é bioquímica, não eficácia. O dado de cicatrização vem de aplicação TÓPICA em ratos. Não há ensaio clínico humano da prolina isolada, por nenhuma via.Fonte da evidência: Efficacy of L-proline administration on the early responses during cutaneous wound healing in rats (PubMed 23508578) · Proline Precursors and Collagen Synthesis (PubMed 28978679) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: PMC — L-Prolina · Literatura de síntese de colágeno e precursores de prolina (PubMed 28978679) · estudo experimental de cicatrização em ratos (PubMed 23508578) |
| L-TaurinaApresentação: L-Taurina 10,00% 200mgVias: EV · IM · SCAtinge: Coração · Fígado e vias biliares · Retina · Sistema nervoso centralTipo: Aminoácido | — | CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C em insuficiência cardíaca: ensaios pequenos mostraram melhora de classe funcional, mas a revisão sistemática não confirmou desfecho duro. Doses de 0,5 a 6 g/dia por via ORAL — a apresentação injetável não foi estudada.Fonte da evidência: Revisão sistemática de taurina em cardiomiopatia dilatada e insuficiência cardíaca (2022, PMC9257265) · meta-análise de desfechos cardiovasculares (2024) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida; até 6 g/dia por via oral, os ensaios não registraram efeito adverso relevante.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida nos ensaios.Fonte: PMC — L-Taurina · Revisão sistemática — Effect of taurine administration on symptoms, severity or clinical outcome of dilated cardiomyopathy and heart failure in humans (2022) · meta-análise de benefícios cardiovasculares da taurina (2024) |
| MetilfolatoApresentação: Metilfolato 0,18% 3,5mgVias: EV · IMAtinge: Medula óssea · Sistema nervoso · Placenta e tubo neural fetalTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Anemia megaloblástica, sintomas neuropsiquiátricos e, na gestação, defeitos de fechamento do tubo neural. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para prevenção de defeito do tubo neural na gestação e para anemia megaloblástica por carência — por via ORAL, que é como os ensaios foram feitos. C para o resto.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Folate |
Não usar se: Hipersensibilidade. Não usar como reposição isolada quando há suspeita de deficiência de B12 não investigada.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — pode MASCARAR deficiência de vitamina B12: corrige a anemia e deixa a lesão neurológica progredir em silêncio. Dosar B12 ANTES de repor folato. Também interage com metotrexato, antiepilépticos e sulfassalazina.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Folate · NIH — StatPearls, Folic Acid Deficiency |
| NMN (Nicotinamida Mononucleotídeo)Apresentação: NMN (Nicotinamida Mononucleotídeo) - 30mgVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Mitocôndrias (todos os tecidos) · Fígado · MúsculosTipo: Cofator metabólico | — | C–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C–D. Os ensaios humanos são poucos, pequenos e curtos, e medem NAD+ no sangue — não desfecho clínico. Nenhum ensaio da via injetável. Nos EUA a FDA confirmou em 09/2025 que o NMN não está excluído da definição de suplemento; isso é status regulatório, não prova de eficácia.Fonte da evidência: FDA (EUA) — cartas de 29/09/2025 sobre o status do NMN |
Não usar se: Hipersensibilidade. Não há dado de segurança de uso prolongado nem de uso injetável em humanos.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa bem estabelecida.Fonte: PubMed — NMN (Nicotinamida Mononucleotídeo) (2) · PubMed — NMN (Nicotinamida Mononucleotídeo) · FDA (EUA) — cartas de 29/09/2025 confirmando que NMN não está excluído da definição de suplemento alimentar, revertendo a posição de 2022 |
| OKGApresentação: OKG - L-Ornitina Alfa Cetoglutarato 10% 200mgVias: EV · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Músculos · Intestino · Pele (cicatrização) · FígadoTipo: Aminoácido | — | DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: D PARA ESTA APRESENTAÇÃO — os 200 mg da ampola ficam muito abaixo das doses em gramas por via ENTERAL dos ensaios. Sobre a substância em si: B em queimado grave: ensaio randomizado duplo-cego mostrou cicatrização mais rápida (60 vs 90 dias) e balanço nitrogenado melhor. Mas foi por via ENTERAL, em dose de gramas, em paciente internado de terapia intensiva. Não há ensaio da via injetável nem de uso fora desse contexto — aí, D.Fonte da evidência: Ensaios de OKG em queimado grave (PubMed 10601539, 10890617) · revisão de OKG como precursor de arginina e óxido nítrico (2004) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida.Fonte: PubMed — OKG (2) · PubMed — OKG (3) · PubMed — OKG · Ensaios clínicos de ornitina alfa-cetoglutarato em queimados graves (Nutrition/Critical Care Medicine, via PubMed) · revisão em Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care (2004) |
| Pill FoodApresentação: Pill Food - L-Metionina 25mg + L-Taurina 50mg + L- Prolina 10mg + Biotina 10mg + Riboflavina 5mg + Vit. B3 10mg + Vit. B6 10mg + D-Pantenol 10mgVias: EV · ID · IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Pele, cabelo e unhas · Fígado · INTERFERE em exames de sangue por imunoensaioTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Biotina: Queda de cabelo, dermatite ao redor de olhos, nariz e boca, e alterações neurológicas como letargia e parestesia. Vitamina B2 (Riboflavina): Queilose e fissura no canto da boca, glossite, dermatite seborreica, garganta dolorida, olhos vermelhos e com prurido; na carência grave e prolongada, anemia e catarata. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Muito rara isoladamente; descrita com parestesia em pés, fadiga, irritabilidade e distúrbio do sono. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: L-Metionina: D. Aminoácido essencial já suprido pela dieta; o que tem relevância clínica é o excesso (homocisteína), não a falta. L-Taurina: C em insuficiência cardíaca: ensaios pequenos mostraram melhora de classe funcional, mas a revisão sistemática não confirmou desfecho duro. Doses de 0,5 a 6 g/dia por via ORAL — a apresentação injetável não foi estudada. L-Prolina: D. A prolina é matéria-prima do colágeno — isso é bioquímica, não eficácia. O dado de cicatrização vem de aplicação TÓPICA em ratos. Não há ensaio clínico humano da prolina isolada, por nenhuma via. Biotina: A para deficiência de biotinidase e carência documentada. D para queda de cabelo e unhas frágeis em quem NÃO tem deficiência: não há ensaio que sustente, e é justamente a dose alta desse uso que provoca a interferência laboratorial acima. Vitamina B2 (Riboflavina): A para correção de carência documentada. C para profilaxia de enxaqueca, onde os ensaios usaram 400 mg/dia por via ORAL — dose e via diferentes desta apresentação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): C. A indicação de bula da forma injetável é íleo paralítico e atonia intestinal pós-operatória; a base de ensaio é antiga e pequena. Para cabelo e pele, D.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH Office of Dietary Supplements — Biotin · NIH StatPearls — Riboflavin Deficiency · Manual MSD — Distúrbios do metabolismo da metionina · Revisão sistemática de taurina em cardiomiopatia dilatada e insuficiência cardíaca (2022, PMC9257265) |
Não usar se: L-Metionina: ABSOLUTA em homocistinúria. Cautela forte em acidose metabólica, insuficiência hepática grave e doença renal. L-Taurina: Não há contraindicação absoluta estabelecida; até 6 g/dia por via oral, os ensaios não registraram efeito adverso relevante. L-Prolina: Não há contraindicação absoluta estabelecida. Biotina: Hipersensibilidade ao componente. Vitamina B2 (Riboflavina): Não há contraindicação absoluta descrita. Cautela com doses altas na gestação. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Hipersensibilidade ao componente. Cautela em hemofilia — a ficha técnica do injetável registra possível prolongamento do tempo de sangramento. Gestação exige orientação médica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: L-Metionina: Eleva a homocisteína plasmática — atenção em quem já tem homocisteína alta ou risco cardiovascular. A correção passa por folato, B6 e B12. Biotina: Interfere em exames de sangue feitos por imunoensaio — entre eles troponina (infarto), TSH e hormônios. Pode gerar resultado falsamente baixo de troponina e mascarar um infarto. Avise o laboratório que usa biotina antes de qualquer coleta. Orientação prática: suspender por pelo menos 48 horas antes de qualquer coleta (FDA/Mayo). Em dose muito alta a depuração é mais lenta — chega a cerca de 73 horas com 300 mg/dia. Não há consenso fechado sobre a janela: na dúvida, avise o laboratório que você usa biotina, em vez de confiar no prazo. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Vitamin B2 (Riboflavin) · Manual MSD, edição para profissionais — Distúrbios do metabolismo da metionina · SciELO/JBPML — Homocisteína |
| Piridoxal 5-FosfatoApresentação: Piridoxal 5-Fosfato - 20mgVias: EV · IMAtinge: Sistema nervoso · Medula óssea · FígadoTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · EFSA — Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin B6 (2023) |
| Pool ArtroseApresentação: Pool Artrose - Boro 0,66mg + Sulfato Magnésio 0,66g + L- Prolina 0,33g + Sulfato Manganês 10mgVias: EV ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Articulações e cartilagem · Ossos · MúsculosTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Magnésio (Cloreto de Magnésio): Fraqueza muscular, tremores, cãibras, arritmias, náusea e, em casos graves, convulsões. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Magnésio (Cloreto de Magnésio): A para hipomagnesemia documentada e, por via endovenosa hospitalar, para eclâmpsia e torsades de pointes. C para cãibra, sono e ansiedade em quem tem magnésio normal. L-Prolina: D. A prolina é matéria-prima do colágeno — isso é bioquímica, não eficácia. O dado de cicatrização vem de aplicação TÓPICA em ratos. Não há ensaio clínico humano da prolina isolada, por nenhuma via.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Magnesium · Efficacy of L-proline administration on the early responses during cutaneous wound healing in rats (PubMed 23508578) · Proline Precursors and Collagen Synthesis (PubMed 28978679) |
Não usar se: Magnésio (Cloreto de Magnésio): ABSOLUTA em insuficiência renal, bloqueio atrioventricular e miastenia gravis. L-Prolina: Não há contraindicação absoluta estabelecida.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Magnésio (Cloreto de Magnésio): Potencializa bloqueadores neuromusculares e depressores do sistema nervoso central; reduz a absorção de quinolonas e tetraciclinas quando administrados juntos.Fonte: Mesma base do sulfato de magnésio já documentado na ficha técnica consolidada — é o mesmo elemento, muda o sal · Literatura de síntese de colágeno e precursores de prolina (PubMed 28978679) |
| Pool MetiladorApresentação: Pool Metilador - Metilcobalamina 2,5mg + Metilfolato 3,5mg + Piridoxal 5-fosfato 30mgVias: EV · IMAtinge: Medula óssea · Sistema nervoso · Sistema cardiovascular (homocisteína)Tipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Ácido Fólico / Metilfolato: Anemia megaloblástica, sintomas neuropsiquiátricos e, na gestação, defeitos de fechamento do tubo neural. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. Vitamina B12 (Cianocobalamina): Anemia megaloblástica, parestesia, alteração de marcha e equilíbrio, perda de memória e alterações de humor. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Ácido Fólico / Metilfolato: A para prevenção de defeito do tubo neural na gestação e para anemia megaloblástica por carência — por via ORAL, que é como os ensaios foram feitos. C para o resto. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura. Vitamina B12 (Cianocobalamina): A para anemia perniciosa e carência documentada — e esta é uma das poucas em que a via PARENTERAL é a indicada, porque na anemia perniciosa falta o fator intrínseco que a absorção oral exige.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Folate · NIH StatPearls — Cyanocobalamin · NIH ODS — Vitamin B12 |
Não usar se: Ácido Fólico / Metilfolato: Hipersensibilidade. Não usar como reposição isolada quando há suspeita de deficiência de B12 não investigada. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso. Vitamina B12 (Cianocobalamina): ABSOLUTA na doença de Leber (atrofia óptica hereditária): a conversão da cianocobalamina libera cianeto, e nessa condição isso agrava a lesão do nervo óptico. Nesse caso a forma indicada é a METILcobalamina, que não tem esse risco.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Ácido Fólico / Metilfolato: CRÍTICO — pode MASCARAR deficiência de vitamina B12: corrige a anemia e deixa a lesão neurológica progredir em silêncio. Dosar B12 ANTES de repor folato. Também interage com metotrexato, antiepilépticos e sulfassalazina. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6. Vitamina B12 (Cianocobalamina): Metformina, inibidores de bomba de prótons, antagonistas H2 e óxido nitroso reduzem os níveis de B12 — quem usa esses medicamentos tende a precisar de acompanhamento, não o contrário.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Folate · NIH — StatPearls, Folic Acid Deficiency · EFSA — Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin B6 (2023) |
| Pool Vitaminas HidrossolúveisApresentação: Pool Vitaminas Hidrossolúveis - Vit. B2 10mg + Vit. B3 30mg + Vit. B5 30mg + Vit. B6 80mg + Metilcobalamina 1mgVias: EV · IMAtinge: Sistema nervoso · Pele e mucosas · Medula óssea · FígadoTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Vitamina B2 (Riboflavina): Queilose e fissura no canto da boca, glossite, dermatite seborreica, garganta dolorida, olhos vermelhos e com prurido; na carência grave e prolongada, anemia e catarata. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Muito rara isoladamente; descrita com parestesia em pés, fadiga, irritabilidade e distúrbio do sono. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. Vitamina B12 (Cianocobalamina): Anemia megaloblástica, parestesia, alteração de marcha e equilíbrio, perda de memória e alterações de humor. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Vitamina B2 (Riboflavina): A para correção de carência documentada. C para profilaxia de enxaqueca, onde os ensaios usaram 400 mg/dia por via ORAL — dose e via diferentes desta apresentação. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): C. A indicação de bula da forma injetável é íleo paralítico e atonia intestinal pós-operatória; a base de ensaio é antiga e pequena. Para cabelo e pele, D. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura. Vitamina B12 (Cianocobalamina): A para anemia perniciosa e carência documentada — e esta é uma das poucas em que a via PARENTERAL é a indicada, porque na anemia perniciosa falta o fator intrínseco que a absorção oral exige.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Riboflavin Deficiency · NIH StatPearls — Cyanocobalamin · Ficha técnica de Bepanmed 500 mg/2 mL (AEMPS/CIMA) · bula de dexpantenol (Anvisa) |
Não usar se: Vitamina B2 (Riboflavina): Não há contraindicação absoluta descrita. Cautela com doses altas na gestação. Vitamina B5 (D-Pantenol / Dexpantenol): Hipersensibilidade ao componente. Cautela em hemofilia — a ficha técnica do injetável registra possível prolongamento do tempo de sangramento. Gestação exige orientação médica. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso. Vitamina B12 (Cianocobalamina): ABSOLUTA na doença de Leber (atrofia óptica hereditária): a conversão da cianocobalamina libera cianeto, e nessa condição isso agrava a lesão do nervo óptico. Nesse caso a forma indicada é a METILcobalamina, que não tem esse risco.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6. Vitamina B12 (Cianocobalamina): Metformina, inibidores de bomba de prótons, antagonistas H2 e óxido nitroso reduzem os níveis de B12 — quem usa esses medicamentos tende a precisar de acompanhamento, não o contrário.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Vitamin B2 (Riboflavin) · e Riboflavin Deficiency · Ficha técnica de Bepanmed 500 mg/2 mL solução injetável (AEMPS/CIMA, Espanha) |
| TeacrinaApresentação: Teacrina 2,5% 50mgVias: ID · IM · SC ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Sistema nervoso central · CoraçãoTipo: Extrato vegetal | — | C–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C para segurança de curto prazo: 60 adultos saudáveis tomaram 200 a 300 mg/dia por 8 semanas sem alteração relevante, e sem a tolerância que a cafeína provoca. Mas isso é segurança ORAL, não eficácia, e não há nenhum dado humano da via injetável — para essa apresentação, D.Fonte da evidência: Safety of TeaCrine, a non-habituating naturally-occurring purine alkaloid over eight weeks of continuous use (PMC4711067) · estudo de interação teacrina-cafeína (PubMed 28875060) |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta estabelecida — o que também significa que ninguém testou em cardiopata, gestante ou criança.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Interação farmacocinética documentada com CAFEÍNA — a teacrina altera a exposição à cafeína, sem alteração hemodinâmica nas doses estudadas. Quem consome café, energético ou pré-treino está somando estimulantes.Fonte: PMC — Teacrina · Safety of TeaCrine over eight weeks of continuous use (Journal of the International Society of Sports Nutrition, PMC4711067) · Assessment of the Drug-Drug Interaction Potential Between Theacrine and Caffeine in Humans (PubMed 28875060) |
| Vitamina A (Palmitato de Retinol)Apresentação: Vitamina A (Palmitato de Retinol) - 25.000UIVias: IMAtinge: Olhos · Pele e mucosas · Sistema imune · Fígado (onde se acumula) · Feto (teratogenia)Tipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Cegueira noturna, xeroftalmia, hiperqueratose folicular e queda da imunidade de mucosas. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para carência documentada e para os programas de suplementação em populações de risco. D para uso estético ou de rotina, onde o risco de hipervitaminose e de teratogenia pesa mais que o benefício.Fonte da evidência: Ministério da Saúde/BVS — Vitamina A na Gestação e Lactação · NIH ODS — Vitamin A |
Não usar se: ABSOLUTA na gestação e em quem pretende engravidar, em doses altas: vitamina A em excesso no início da gestação é teratogênica. Também contraindicada em hipervitaminose A.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Soma-se a retinoides orais (isotretinoína, acitretina) — risco de hipervitaminose A.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamina A (Palmitato de Retinol) · DailyMed (NIH) — Vitamina A (Palmitato de Retinol) · NIH StatPearls — Vitamina A (Palmitato de Retinol) · Ministério da Saúde/BVS — Vitamina A na Gestação e Lactação · Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil (SciELO) — Teratogenia da vitamina A |
| Vitamina B1 (Tiamina)Apresentação: Vitamina B1 (Tiamina) 10% 100mgVias: EV · IM · SCAtinge: Sistema nervoso central · Nervos periféricos · CoraçãoTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Beribéri, neuropatia periférica e, na forma grave, encefalopatia de Wernicke (confusão, alteração ocular e da marcha). |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para encefalopatia de Wernicke e beribéri — emergência médica em que a via PARENTERAL é a indicada, e o atraso deixa sequela permanente.Fonte da evidência: Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês — Tiamina · Manual MSD — Deficiência de tiamina |
Não usar se: Hipersensibilidade à tiamina — e há relato de reação anafilática associada à via INTRAVENOSA, motivo pelo qual a via intramuscular é preferida quando possível e a infusão EV deve ser lenta.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante descrita em dose de reposição.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamina B1 (Tiamina) · NIH StatPearls — Vitamina B1 (Tiamina) · PMC — Vitamina B1 (Tiamina) · Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês — monografia de Tiamina · Manual MSD, edição para profissionais — Deficiência de tiamina |
| Vitamina B12 (Cianocobalamina)Apresentação: Vitamina B12 (Cianocobalamina) 0,25% 2500mcgVias: EV · IM · SCAtinge: Sistema nervoso · Medula óssea · Nervo ópticoTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Anemia megaloblástica, parestesia, alteração de marcha e equilíbrio, perda de memória e alterações de humor. |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para anemia perniciosa e carência documentada — e esta é uma das poucas em que a via PARENTERAL é a indicada, porque na anemia perniciosa falta o fator intrínseco que a absorção oral exige.Fonte da evidência: NIH StatPearls — Cyanocobalamin · NIH ODS — Vitamin B12 |
Não usar se: ABSOLUTA na doença de Leber (atrofia óptica hereditária): a conversão da cianocobalamina libera cianeto, e nessa condição isso agrava a lesão do nervo óptico. Nesse caso a forma indicada é a METILcobalamina, que não tem esse risco.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Metformina, inibidores de bomba de prótons, antagonistas H2 e óxido nitroso reduzem os níveis de B12 — quem usa esses medicamentos tende a precisar de acompanhamento, não o contrário.Fonte: NIH — StatPearls, Cyanocobalamin (NBK555964) · American Diabetes Association, Clinical Diabetes — metformina e depleção de B12 |
| Vitamina B2 (Riboflavina)Apresentação: Vitamina B2 (Riboflavina) 2,5% 50mgVias: EV · IMAtinge: Pele e mucosas · Olhos · Medula óssea · MitocôndriasTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Queilose e fissura no canto da boca, glossite, dermatite seborreica, garganta dolorida, olhos vermelhos e com prurido; na carência grave e prolongada, anemia e catarata. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para correção de carência documentada. C para profilaxia de enxaqueca, onde os ensaios usaram 400 mg/dia por via ORAL — dose e via diferentes desta apresentação.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Riboflavin Deficiency |
Não usar se: Não há contraindicação absoluta descrita. Cautela com doses altas na gestação.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante estabelecida. Causa coloração amarelo-intensa da urina — é benigna e esperada, não é sinal de dano.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Riboflavin · NIH StatPearls — Vitamin B2 (Riboflavin) · e Riboflavin Deficiency |
| Vitamina B5 (D-Pantenol)Apresentação: Vitamina B5 (D-Pantenol) 2% 40mgVias: EV · ID · IM · SCAtinge: Intestino · Pele · SuprarrenaisTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Muito rara isoladamente; descrita com parestesia em pés, fadiga, irritabilidade e distúrbio do sono. |
CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: C. A indicação de bula da forma injetável é íleo paralítico e atonia intestinal pós-operatória; a base de ensaio é antiga e pequena. Para cabelo e pele, D.Fonte da evidência: Ficha técnica de Bepanmed 500 mg/2 mL (AEMPS/CIMA) · bula de dexpantenol (Anvisa) |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente. Cautela em hemofilia — a ficha técnica do injetável registra possível prolongamento do tempo de sangramento. Gestação exige orientação médica.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Sem interação medicamentosa relevante descrita em dose de reposição.Fonte: DailyMed (NIH) — Vitamina B5 (D-Pantenol) · Ficha técnica de Bepanmed 500 mg/2 mL solução injetável (AEMPS/CIMA, Espanha) · bula de dexpantenol (Anvisa/bulário brasileiro) |
| Vitamina B6 (Piridoxina, cloridrato)Apresentação: Vitamina B6 (Piridoxina, cloridrato) 5% 100mgVias: EV · IMAtinge: Sistema nervoso (risco de neuropatia) · Medula óssea · FígadoTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · EFSA — Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin B6 (2023) |
| Vitamina D3 (Colecalciferol)Apresentação: Vitamina D3 (Colecalciferol) - 100.000UI 1ml PROFUNDO LENTOVias: IMAtinge: Ossos · Intestino (absorção de cálcio) · Rins · ParatireoidesTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Dor óssea, fraqueza muscular proximal, osteomalácia no adulto e raquitismo na criança. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para raquitismo, osteomalácia e correção de deficiência documentada. C para as promessas extraósseas (imunidade, humor, câncer): os grandes ensaios não confirmaram.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin D |
Não usar se: ABSOLUTA em hipercalcemia e hipervitaminose D. Cautela em doença renal e sarcoidose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica e nefrocalcinose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica, nefrocalcinose e cálculo renal.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Com cálcio em dose alta ou com diuréticos tiazídicos, aumenta o risco de hipercalcemia. Corticoides e orlistate reduzem sua absorção.Fonte: Bula de colecalciferol (Anvisa/bulário) · Guia Farmacêutico do Hospital São Camilo — Vitamina A (Retinol) + Vitamina D (Colecalciferol) |
| Vitamina D3 + Vitamina K2-MK7Apresentação: Vitamina D3 + Vitamina K2-MK7 - 600.000UI + 1300mcg 1ml PROFUNDO LENTOVias: IMAtinge: Ossos · Rins · Paratireoides · Sistema de coagulação · Vasos (calcificação)Tipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Vitamina D3 (Colecalciferol): Dor óssea, fraqueza muscular proximal, osteomalácia no adulto e raquitismo na criança. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Sangramento e hematomas fáceis, tempo de protrombina alargado; no recém-nascido, doença hemorrágica. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Vitamina D3 (Colecalciferol): A para raquitismo, osteomalácia e correção de deficiência documentada. C para as promessas extraósseas (imunidade, humor, câncer): os grandes ensaios não confirmaram. Vitamina K1 (Fitomenadiona): A para doença hemorrágica do recém-nascido e para reversão de anticoagulação cumarínica — indicação de bula, com via parenteral incluída.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin D · Bula Kanakion MM (Roche) · NIH StatPearls — Phytonadione |
Não usar se: Vitamina D3 (Colecalciferol): ABSOLUTA em hipercalcemia e hipervitaminose D. Cautela em doença renal e sarcoidose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica e nefrocalcinose. Dose maciça injetável (100.000 UI ou mais) exige monitorar cálcio iônico, PTH e cálcio na urina. Somar dose maciça a cálcio oral por conta própria pode precipitar crise hipercalcêmica, nefrocalcinose e cálculo renal. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Hipersensibilidade ao componente. A via intravenosa exige aplicação lenta e cautela: há relato de reação anafilactoide, rara mas grave.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Vitamina D3 (Colecalciferol): Com cálcio em dose alta ou com diuréticos tiazídicos, aumenta o risco de hipercalcemia. Corticoides e orlistate reduzem sua absorção. Vitamina K1 (Fitomenadiona): Antagoniza anticoagulantes cumarínicos (varfarina) — reduz ou anula o efeito do anticoagulante. Quem usa varfarina não recebe vitamina K sem decisão médica.Fonte: Bula de colecalciferol (Anvisa/bulário) · Guia Farmacêutico do Hospital São Camilo — Vitamina A (Retinol) + Vitamina D (Colecalciferol) |
| Vitamina E (Alfatocoferol)Apresentação: Vitamina E (Alfatocoferol) - 200UIVias: IMAtinge: Membranas celulares · Sistema nervoso · Sistema de coagulação (risco de sangramento)Tipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Rara; quando ocorre, causa neuropatia periférica, ataxia, miopatia e retinopatia. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para a deficiência (rara, ligada a má absorção de gordura e a abetalipoproteinemia). D para uso antioxidante de rotina: os ensaios grandes não mostraram benefício e a dose alta aumentou risco de sangramento.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin E · NIH StatPearls — Vitamin E Toxicity |
Não usar se: Hipersensibilidade. Cautela absoluta em distúrbio de coagulação e em pré-operatório.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Tem ação antiplaquetária própria: somada a varfarina, aspirina ou outro antiagregante, aumenta o risco de sangramento — inclusive hemorragia digestiva e AVC hemorrágico.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin E · NIH StatPearls — Vitamin E Toxicity · Medsafe (Nova Zelândia) — Can Vitamin E cause bleeding? |
| Vitamina K1 (Fitomenadiona)Apresentação: Vitamina K1 (Fitomenadiona) 1% 10mgVias: IMAtinge: Fígado (fatores de coagulação) · Sistema de coagulação · OssosTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Sangramento e hematomas fáceis, tempo de protrombina alargado; no recém-nascido, doença hemorrágica. |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para doença hemorrágica do recém-nascido e para reversão de anticoagulação cumarínica — indicação de bula, com via parenteral incluída.Fonte da evidência: Bula Kanakion MM (Roche) · NIH StatPearls — Phytonadione |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente. A via intravenosa exige aplicação lenta e cautela: há relato de reação anafilactoide, rara mas grave.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Antagoniza anticoagulantes cumarínicos (varfarina) — reduz ou anula o efeito do anticoagulante. Quem usa varfarina não recebe vitamina K sem decisão médica.Fonte: DailyMed (NIH) — Vitamina K1 (Fitomenadiona) · FDA — Vitamina K1 (Fitomenadiona) · PMC — Vitamina K1 (Fitomenadiona) · Bula Kanakion MM (Roche) — fitomenadiona · Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês, monografia de fitomenadiona 10 mg/mL |
| Vitamina K2-MK7Apresentação: Vitamina K2-MK7 0,07% 1300mcgVias: IM ** Via sem medicamento registrado — a literatura desta substância é por via oral. Ver a nota completa.Atinge: Ossos · Vasos sanguíneos (calcificação) · Sistema de coagulaçãoTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Sangramento e hematomas fáceis, tempo de protrombina alargado; no recém-nascido, doença hemorrágica. |
APor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para doença hemorrágica do recém-nascido e para reversão de anticoagulação cumarínica — indicação de bula, com via parenteral incluída.Fonte da evidência: Bula Kanakion MM (Roche) · NIH StatPearls — Phytonadione |
Não usar se: Hipersensibilidade ao componente. A via intravenosa exige aplicação lenta e cautela: há relato de reação anafilactoide, rara mas grave.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Antagoniza anticoagulantes cumarínicos (varfarina) — reduz ou anula o efeito do anticoagulante. Quem usa varfarina não recebe vitamina K sem decisão médica.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamina K2-MK7 · PubMed — Vitamina K2-MK7 (2) · PubMed — Vitamina K2-MK7 · Bula Kanakion MM (Roche) — fitomenadiona · Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês, monografia de fitomenadiona 10 mg/mL |
| ZMA ComplexApresentação: ZMA Complex - Sulf Zinco 5mg + Sulf Magnesio 500mg + Piridoxina 20mgVias: EV · IMAtinge: Músculos · Sistema imune · Sistema nervoso · OssosTipo: Combinado (pool) | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Zinco (sulfato): Alopecia, lesões de pele ao redor de boca, nariz e olhos, diarreia, imunidade reduzida, perda de paladar e má cicatrização. Magnésio (Cloreto de Magnésio): Fraqueza muscular, tremores, cãibras, arritmias, náusea e, em casos graves, convulsões. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Dermatite seborreica, glossite, queilite, confusão e, em casos graves, convulsões e anemia microcítica. |
A–DPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: Zinco (sulfato): A para deficiência documentada. C para redução da duração de infecção respiratória, com ensaios ORAIS e heterogêneos. D para uso de rotina — e o excesso não é neutro: é ele que causa a deficiência de cobre descrita ao lado. Magnésio (Cloreto de Magnésio): A para hipomagnesemia documentada e, por via endovenosa hospitalar, para eclâmpsia e torsades de pointes. C para cãibra, sono e ansiedade em quem tem magnésio normal. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): A para deficiência documentada e para profilaxia de neuropatia por isoniazida. D para uso de rotina — e aqui o risco não é neutro: dose alta e prolongada causa neuropatia sensitiva, o oposto do que se procura.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Magnesium · NIH Office of Dietary Supplements — Zinc |
Não usar se: Zinco (sulfato): Hipersensibilidade ao componente. Magnésio (Cloreto de Magnésio): ABSOLUTA em insuficiência renal, bloqueio atrioventricular e miastenia gravis. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Hipersensibilidade ao componente. Dose alta e prolongada causa neuropatia sensorial periférica — o limite superior tolerável de referência é bem menor que o de muitos suplementos. A neuropatia sensitiva é cumulativa: o risco se concentra acima de 100 mg/dia por período prolongado — e a B6 ser hidrossolúvel não protege disso.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: Zinco (sulfato): Uso crônico em excesso induz DEFICIÊNCIA DE COBRE — os dois disputam o mesmo transportador (metalotioneína). Reduz a absorção de quinolonas e tetraciclinas; separe os horários. Magnésio (Cloreto de Magnésio): Potencializa bloqueadores neuromusculares e depressores do sistema nervoso central; reduz a absorção de quinolonas e tetraciclinas quando administrados juntos. Vitamina B6 (Piridoxina / Piridoxal 5-fosfato): Reduz o efeito da levodopa quando usada sem carbidopa. Alguns medicamentos (isoniazida, penicilamina, hidralazina) reduzem os níveis de B6.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Vitamin B6 · NIH Office of Dietary Supplements — Zinc · Mesma base do sulfato de magnésio já documentado na ficha técnica consolidada — é o mesmo elemento, muda o sal · EFSA — Scientific opinion on the tolerable upper intake level for vitamin B6 (2023) |
| Ác. FólicoApresentação: Ác. Fólico 0,5% 10mgVias: EV · IMAtinge: Medula óssea · Sistema nervoso · Placenta e tubo neural fetalTipo: Vitamina | Para que serve e o que a falta causaA falta causa: Anemia megaloblástica, sintomas neuropsiquiátricos e, na gestação, defeitos de fechamento do tubo neural. |
A–CPor que essa nota, e de onde ela vemPor quê: A para prevenção de defeito do tubo neural na gestação e para anemia megaloblástica por carência — por via ORAL, que é como os ensaios foram feitos. C para o resto.Fonte da evidência: NIH Office of Dietary Supplements — Folate |
Não usar se: Hipersensibilidade. Não usar como reposição isolada quando há suspeita de deficiência de B12 não investigada.Interação com outros remédios, e a fonteInteração: CRÍTICO — pode MASCARAR deficiência de vitamina B12: corrige a anemia e deixa a lesão neurológica progredir em silêncio. Dosar B12 ANTES de repor folato. Também interage com metotrexato, antiepilépticos e sulfassalazina.Fonte: NIH Office of Dietary Supplements — Folate · NIH — StatPearls, Folic Acid Deficiency |
Nos 30 ativos marcados com * eu não localizei medicamento injetável registrado nem ensaio humano daquela via. A literatura dessas substâncias é por via oral, e a ampola é preparo de farmácia de manipulação.
Isso não quer dizer que faça mal. Quer dizer que a via não foi avaliada — e que a pergunta é para o médico antes da aplicação, não depois. Nos outros 51 existe medicamento injetável registrado com a substância, ainda que a indicação de bula possa ser mais estreita que o uso proposto.
Onde o achado é mais duro que essa regra geral, o ativo leva ** e está logo abaixo.
DMSO (Dimetilsulfóxido): a ressalva aqui é maior que a regra geral. A única via com aprovação sanitária é a INTRAVESICAL — instilação dentro da bexiga, para cistite intersticial. Não existe via injetável aprovada, e há descrição de prejuízo à regeneração muscular com concentração alta por via intramuscular. Se alguém propuser DMSO injetável, é pergunta para o médico antes de qualquer coisa.
Como ler a coluna de evidência: A forte · B moderada · C fraca · D insuficiente ou experimental. Faixa como A–D significa que a evidência muda conforme a indicação: a N-Acetilcisteína, por exemplo, é consagrada como antídoto e insuficiente como “antioxidante de rotina”. Quando a faixa tem mais de uma letra, a cor é sempre a da pior — num relance, é melhor subestimar do que prometer.
É o único da lista com essa restrição. A aplicação de ferro endovenoso acontece somente em clínicas parceiras com autorização da Anvisa para esse fim, pelo risco de reação durante a infusão. Eu acompanho o procedimento no local.
Procedimento Operacional Padrão é o documento técnico que descreve cada etapa e a norma que a sustenta. O meu está aberto para leitura — inclusive para você mostrar ao seu médico antes de decidir.
POP-ENF-001 · versão 02 · 8 páginas
Padronização Técnico-Científica de Ativos Injetáveis e Parenterais · 9 páginas
Rafael Rodrigues Naves — Enfermeiro, COREN-GO 322382
O próximo passo é a pré-avaliação, que é gratuita e sem compromisso. Você me conta seus sintomas e o que já tem de exame; eu te digo com franqueza se faz sentido — inclusive quando a resposta for que não faz.